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Reajuste de 5,92% desagrada aposentados e pensionistas
12/02/2009

Embora tenham recebido reajuste com base no INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor do IBGE, acumulado nos últimos 11 meses, recuperando as perdas inflacionárias no período, os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo ficaram decepcionados com o anúncio de que teriam apenas 5,92% de aumento. O reajuste é a metade do que foi recentemente anunciado pelo governo (12,05%) para a correção do salário mínimo nacional, que passou dos R$ 415,00 para R$ 465,00 em 1º de fevereiro.
Os reajustes são diferenciados em razão da política de recuperação do salário mínimo, que prevê, além da reposição da inflação, ganho real de acordo com a variação do PIB do ano anterior. Segundo o acordo firmado entre o governo e as entidades representativas de trabalhadores e aposentados, os reajustes estão sendo antecipados em um mês a cada ano, até chegar a janeiro, em 2010.

Segundo uma fonte do governo, “a decepção é compreensível, mas os 8,4 milhões de aposentados e pensionistas que recebem mais de um mínimo têm que lembrar que a maioria das categorias profissionais consegue apenas a reposição da inflação, no caso o INPC. Também tem que entender que o governo quer valorizar o salário-mínimo e, neste caso, quem ganha o valor mínimo – algo em torno de 17,2 milhões de pessoas - é o maior beneficiado. Por fim, tem que entender que enquanto houver esta política de valorização, o salário mínimo não deve ser usado como referência para correção de seus benefícios. Quem, por exemplo, se aposentou ganhando cinco mínimos alguns anos atrás, obviamente estará ganhando menos se usar como referência o salário mínimo. Mas se usar como referência os índices inflacionários – o INPC, por exemplo, que é usado pela maioria dos sindicatos para buscar as perdas inflacionárias – verá que não teve perda no seu salário. Aliás, é bom lembrar que em anos anteriores, os benefícios de aposentados e pensionistas tiveram aumento real (reajuste acima da inflação)”.

Para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), o governo deveria ter negociado um índice melhor. "Faz oito meses que o ministro não se reúne com os aposentados. Esse reajuste é inadequado e foi imposto sem diálogo", disse Epitácio Luiz Epaminondas, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da CUT. Em nota, o Sindicato dos Aposentados da Força Sindical também criticou o reajuste.

Por: Geraldo Muzykant - Assessor de Comunicação Social

 
   
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