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Emprego com carteira assinada volta a crescer em fevereiro
21/03/2009

Em fevereiro de 2009, o saldo da geração de empregos no Brasil foi de 9.179 postos com carteira assinada, representando um crescimento de 0,03% sobre o estoque de assalariados celetistas do mês anterior. Esse comportamento favorável, embora modesto, demonstra importante reação do mercado de trabalho formal brasileiro após três meses consecutivos de resultados negativos. Vale ressaltar que o número de admissões no segundo mês do ano foi de 1,23 milhão de pessoas, patamar superior ao verificado em janeiro (1.216.550).

O número de desligamentos em fevereiro (1.224.375) foi 7,13% inferior ao do mês anterior. “Minha expectativa é que março será o mês da virada. O saldo negativo dos últimos três meses não se repetiu em fevereiro. A diminuição das demissões e o aumento do salário-mínimo serão determinantes para que a geração de empregos se recupere. O País está sendo um dos primeiros a mostrar que saiu da crise”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em coletiva à imprensa, em Brasília, para apresentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta quarta-feira (18).

Dois estudos publicados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vão ao encontro da análise do ministro. Assinadas pelo economista Antonio Marcos Hoelz Ambrozio, duas edições do boletim Visões do Desenvolvimento preveem que o Brasil não irá sofrer uma onda de desemprego semelhante à vivida nos anos 1990 e que o País se apresenta como um destaque mundial na redução do desemprego neste início do século XX.

Apesar de esperar um aumento da taxa de desemprego brasileira num contexto de desaceleração da economia mundial, Ambrozio acredita que a política macroeconômica e as condições estruturais da economia atuais são bem diferentes dos anos 1990, especialmente por conta da qualificação e aumento da produtividade do trabalhador. “O ponto central é que a economia brasileira conta hoje com empresas adaptadas a um ambiente de maior competitividade, um regime cambial mais favorável para amortecer choques externos, bem como mudanças qualitativas no mercado de trabalho, como o aumento do grau de formalidade e da qualificação do trabalhador”, avalia o economista no estudo. Para ele, menores taxas de crescimento não devem se traduzir diretamente em uma reversão brusca dos ganhos obtidos nos últimos anos.

Caged – O resultado de fevereiro também melhorou o saldo acumulado de 2009, diminuindo a perda de vagas para -92.569 empregos (-0,29%). Nos últimos 12 meses o saldo é positivo em 1.011.751 postos, alta de 3,28% e mais de duas vezes superior à média de toda a série do Caged para o mesmo período (486.479 empregos). Entre janeiro de 2003 a fevereiro de 2009 foram gerados 7.628.403 postos de trabalho. O estoque de trabalhadores celetistas no País é de 31,9 milhões.

Entre os oito grandes setores de atividade econômica, cinco apresentaram desempenho positivo: Serviços, Construção Civil, Agricultura, Administração Pública e Serviços Industriais de Utilidade Pública. O de Serviços obteve o quarto melhor desempenho para o mês em toda a série do Caged: foram 57.518 novos postos de trabalho (0,45%), impulsionado principalmente pelo ramo de Ensino (+35.389 postos ou +3,02%, com desempenho recorde, em termos absolutos e relativos), Alojamento e Alimentação (+13.355 postos ou +0,29%) e pelo ramo de Serviços Médicos e Odontológicos (+5.666 postos ou +0,43%), este com saldo recorde e segundo maior percentual de crescimento da série do Caged.

A Construção Civil obteve saldo positivo de 2.842 postos (0,15%), a Agricultura respondeu por 957 postos a mais (0,06%) e os Serviços Industriais de Utilidade Pública pelo acréscimo de 807 vagas (0,23%).

A Indústria de Transformação ainda manteve a trajetória decrescente, ao registrar perda de 56.456 postos (- 0,77%): concentrados em dez de seus 12 ramos de atividade. Os três maiores saldos negativos foram: Indústria de Material de Transporte (-12.986 postos ou -2,61%), Indústria Metalúrgica (-12.001 postos ou -1,63%) e Indústria Mecânica (-8.856 postos ou -1,69%). Em sentido oposto, merecem destaque pela recuperação a Indústria de Calçados (+2.719 postos ou + 0,87%) e a Indústria da Borracha, Fumo e Couros (+1.634 postos ou +0,51%), que mantiveram a reação iniciada em janeiro.

O Comércio embora continue com desempenho negativo (-10.275 postos ou -0,15%) aponta uma redução no ritmo de queda em relação ao mês anterior (-50.781 postos), evidenciando uma reação superior à ocorrida nos mesmos períodos dos últimos anos anteriores, que em média gira em torno de uma variação de 20 mil empregos.

Por: Boletim Em Questão - Secom

 
   
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