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Dieese afirma: crise cortou 750 mil vagas desde novembro
23/03/2009

A crise financeira internacional eliminou aproximadamente 750 mil empregos formais no país entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta segunda-feira. De acordo com o estudo, este volume representa uma queda de 2,3% do emprego formal no período.

O setor mais atingido foi a agropecuária, com recuo de 7,9% das vagas em dezembro ante novembro do ano passado e de 8,6% no acumulado de novembro a fevereiro. Em seguida, ficou a indústria de transformação, que registrou perda de 3,6% dos postos com carteira assinada em dezembro ante novembro e de 5% no acumulado até fevereiro.

Por outro lado, a pesquisa mostrou que três setores conseguiram retomar em fevereiro deste ano o nível de estoque de empregos formais verificado em novembro do ano passado: serviço industrial de utilidade pública, serviços de alojamento e alimentação e serviços médicos e odontológicos.

O coordenador de Estudos do Dieese, Ademir Figueiredo, ressaltou que dezembro é, tradicionalmente, um mês de aumento das demissões.

— Independente deste momento de crise, dezembro é um mês de ajuste do emprego — afirmou.

Ele estimou que, sem o efeito da crise, o país teria perdido, de qualquer forma, 350 mil postos no último mês de 2008, e não os 655 mil apontados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal.

— Neste momento, assegurar os processos de negociação de salários é fundamental para sairmos da crise.

Salário

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, alertou para a possibilidade de empresas não concederem reajustes salariais neste ano usando a crise como "desculpa". Ele declarou que os trabalhadores devem resistir a essas pressões.

— Nós defendemos que é fundamental continuar havendo emprego e renda para fortalecer o mercado interno. Para isso, reajustar os salários dos trabalhadores é fundamental — defendeu.

Na avaliação do sindicalista José Maria de Almeida, da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), as campanhas salariais de 2009 serão marcadas pela discussão da crise.

— Para as empresas, isso vai ser usado como argumento para não reajustar o salário dos trabalhadores, e nós, obviamente, não vamos aceitar essa situação — declarou, acrescentando que, se as empresas não comprovarem dificuldade econômica, os sindicatos não aceitarão a ausência de reajuste.

Almeida avaliou que a discussão das campanhas salariais deve ser acompanhada de uma pressão sobre o governo para a elaboração de leis de proteção ao trabalhador.

Para pressionar o governo a tomar medidas de proteção ao trabalho, as centrais marcaram para a próxima segunda-feira o Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego. A data será marcada por protestos em defesa de políticas econômicas anticíclicas, que estimulem a economia e evitem o aumento do desemprego.

Por: Agência Estado

 
   
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