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CUT comemora o 1º de maio junto com a 12ª Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora
02/05/2009

A comemoração do Dia Internacional do Trabalhador da CUT-RS foi realizada em conjunto com a 12ª Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora, organizada pela Pastoral Operária do Rio Grande do Sul, Arquidiocese de Porto Alegre, Vicariato de Gravataí e CNBB S3. A concentração para a Romaria ocorreu na Avenida Brasil, esquina com a Rua Otávio Schemes, a partir da 8h. O tema da Romaria foi “Paz com justiça social na vida dos trabalhadores e trabalhadoras”, e o lema dessa edição foi “Não somos máquinas pessoa humana é o que somos”.

Às 9h30 aconteceu a abertura oficial do evento e logo após iniciou-se a caminhada até o Parque Municipal de Eventos Ireno Michel, na cidade de Gravataí, onde as atividades seguiram até o final da tarde. Ainda pela manhã, foi realizada a Celebração Eucarística.

Logo no início da tarde, houve o momento cultural-político, com oficinas temáticas e exposição dos produtos de Economia Popular Solidária de algumas regiões do RS. A Escola do Setor de Educação do Movimento Nacional dos Catadores se apresentou para as mais de dez mil pessoas do meio sindical, centrais sindicais, movimentos sociais e trabalhadores de todo o Estado que participaram do evento em Gravataí.

As reivindicações da CUT desse ano foram a geração de trabalho e renda, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, um projeto popular de desenvolvimento para o Estado, mais investimentos na educação, saúde e segurança, a realização da reforma agrária e medidas para enfrentar a crise financeira sem que os trabalhadores não paguem por ela.

O dia 1º de maio, que celebra a luta da classe trabalhadora, está enraizado na história da organização popular frente às injustiças econômica e social. Na atualidade, a concentração de riquezas, exclusão social e precarização do trabalho desafiam a articulação de pastorais, sindicatos e movimentos sociais na perspectiva da construção de outra realidade do mundo do trabalho.

Neste ano, além de celebrar as conquistas contabilizadas através da luta dos trabalhadores, houve motivos suficientes para protestar e pressionar os governos para que implementem demandas históricas e ofereçam condições dignas de trabalho para os brasileiros.

Para Celso Woyciechowski, presidente da CUT-RS, este dia do trabalhador deve ser visto como um dia de reflexão, comemoração, mobilização, luta, resistência, conquitas. “Devemos continuar lutando pela redução da jornada de trabalho, que é uma das nossas principais pautas e que, só assim, iremos conseguir formalizar mais empregos neste país. Também estamos lutando pelo fim do fator previdenciário. Porém, nossa grande bandeira de hoje é a resistência dos trabalhadores que não irão aceitar este modelo que gerou a crise econômica mundial. E, mais do que isso,lutaremos cada vez mais para afirmar que os trabalhadores não irão pagar a conta da crise. Não aceitaremos socializar prejuízos gerados pelos finnaciadores, queremos socializar os lucros que produzimos para acabar com a concentração de renda neste país.

João Batista Xavier da Silva, secretário geral da CUT-RS, coordenou o evento com Clarice Dal Médico, integrante da Pastoral Operária. Para o dirigente cutista, neste dia é preciso refletir sobre as conquistas e os sofrimentos da classe trabalhadora e, além disso, a forma como são tratados os trabalhadores aqui no RS, destacando a questão da criminalização dos movimentos sociais pelo governo de Yeda. “Precisamos de um Estado que gere emprego e renda, que invista em políticas públicas, que trabalhe com o objetivo de acabar com o fator previdenciário.”

“O objetivo da Romaria é aprofundar sobre as condições de vida do trabalhador; como o trabalhador se encontra sempre na conjuntura do tempo em que acontece a Romaria. Para nós a Romaria é a culminância de um processo anterior. A expectativa é de que o dia 1º de Maio possa então ser a síntese de todo esse processo de discussão e reflexão que aconteceu”, comentou Clarice.

Dal Medico enfatizou que uma das novidades foi a forte presença dos grupos de Economia Popular Solidária. Até o momento são mais de 120 grupos inscritos. “Um dos pontos altos da Romaria será a participação de um grande número dos Grupos de Economia Popular Solidária. Muitos grupos já estão inscritos e irão realizar uma mostra dos trabalhos e produtos. Esses grupos e seus produtos são também oriundos de uma discussão e acompanhamento que a própria Romaria realizou”, enfatizou.

O presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Milton Viário, expressou sua avaliação a cerca do momento de crise pelo qual passam os trabalhadores, afirmando que o mundo do trabalho é um mundo de contradições onde os trabalhadores tudo para todos, porém, por vivermos em um mundo capitalista, o que eles recebem em troca é a miséria, a exclusão, o desemprego, a redução de salários. É a abundância versus a carência. E isso só terá fim quando os trabalhadores adquirirem consciência desta contradição. Construimos tudo para os ricos, mas é preciso contruir um meio que organize a classe trabalhadora para trazer para as nossas mãos as riquezas que nós mesmos produzimos.

Por: CUT - Central Única dos Trabalhadores

 
   
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