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Após três meses de elevação, taxa de desemprego permanece estável
27/05/2009

Em abril, a taxa de desemprego, nas regiões que compõem o Sistema PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) foi de 15,3%, o que representa relativa estabilidade em relação à de março (15,1%), após três meses de taxas ascendentes. A pesquisa é realizada em cinco regiões metropolitanas (São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre) e no Distrito Federal através do convênio entre DIEESE e Fundação Seade, com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com instituições e governos regionais. Em abril de 2008, a taxa de desemprego era ligeiramente menor que a atual e correspondia a 15,0%.

Os desempregados somavam 3.079 mil pessoas, em abril, nas seis regiões pesquisadas, 69 mil a mais que em março. Apesar do aumento do número de desempregados, também houve crescimento da ocupação com a criação de 52 mil novos postos de trabalho, o que indica reversão do processo registrado nos últimos meses, de eliminação de empregos. A combinação de aumento no desemprego e na ocupação ocorreu em consequência do ingresso de 122 mil pessoas na força de trabalho, o que elevou a população economicamente ativa para 20.095 mil pessoas (313 mil a mais que um ano antes). O total de ocupados foi estimado em 17.016 mil, o que representa, em relação a março de 2008, um aumento de 196 mil pessoas.

O nível de ocupação apresentou pequena variação positiva (0,3%), comportamento normal para o período, e que inverte o resultado dos últimos três meses. A Indústria mostrou quadro negativo, com fechamento de 53 mil postos em abril e queda de 2,1% na ocupação e o Comércio apresentou relativa estabilidade, com menos 5 mil vagas, o que corresponde à retração de 0,2%. Este recuo, porém, foi compensado pelo desempenho dos Serviços - com crescimento de 0,9% e geração de 303 mil vagas - e pela Construção Civil, que abriu 117 empregos, com incremento de 3,3%. Em 12 meses, Indústria e Comércio também apresentam fechamento de postos, com queda, respectivamente, de 7,4% e 3,1%. Os demais setores registraram crescimento, o mais expressivo verificado na Construção Civil (12,8%).

Apesar da abertura de 52 mil ocupações, em abril, o setor privado teve redução de 14 mil empregos no total e de 40 mil com carteira assinada, enquanto 26 mil pessoas passaram a trabalhar como assalariados sem vínculo formal. Houve crescimento no setor público (47 mil) e no número de autônomos (39 mil). Em 12 meses, porém, o assalariamento com vínculo formal no setor privado apresenta aumento de 3,6%, com o melhor desempenho dentre os segmentos considerados.

Em março, o rendimento médio real dos ocupados teve decréscimo de 0,8%, com seu valor ficando em R$ 1.203, enquanto o salário médio real recuou 0,3%, correspondendo a R$ 1.272. Em 12 meses, o aumento no rendimento no conjunto de regiões foi de 1,4%.

Comportamento das regiões

Em abril, a taxa de desemprego total apresentou pequenos acréscimos em todas as seis regiões que compõem a PED metropolitana. O maior crescimento ocorreu em Belo Horizonte (5,9%), com a taxa passando de 10,2%, em março, para 10,8%, em abril. Também em Porto Alegre o incremento foi expressivo (3,4%), e sua taxa chegou a 12,1%. Em Recife, onde a taxa de desemprego correspondeu a 20,7% e Salvador (20,5%) a variação foi de 2,0%, entre março e abril. No Distrito Federal a taxa de desemprego aumentou 1,7%, e chegou a 17,5%. Apenas em São Paulo a variação foi menos expressiva (de 0,7%) e a taxa de desemprego ficou em 15,0%. Em 12 meses, Distrito Federal (-4,9%); Belo Horizonte (-3,6%) e Salvador (-1,4%) registraram em abril último taxas de desemprego menores que as de um ano atrás. Por outro lado, em Porto Alegre (0,8%), Recife (3,0%) e São Paulo houve elevação.

A RMBH apresentou o maior crescimento do nível de ocupação em abril, com elevação de 1,2%. Em 12 meses também houve aumento, de 3,9%. No Distrito Federal, o aumento no mês foi de 0,4%, enquanto no ano chegou a 4,0%. São Paulo registrou variação positiva de 0,3%, em abril mas é a única região pesquisada com queda em relação a igual mês, em 2008 (-0,9%). Em Recife e Salvador a variação no nível de ocupação foi de -0,1%, mas as duas regiões apresentaram comportamento bem diferenciado em um ano, com alta de 6,1%, na RMR e de 0,9%, na RMS. Em Porto Alegre, a variação no mês foi de -0,3%, e no ano correspondeu a +2,8%.

O rendimento médio real dos ocupados, em março, comparado com fevereiro, teve redução em Recife (-3,1%, passando a valer R$ 739); Belo Horizonte (-2,5%, R$ 1.163), Distrito Federal (-2,2%, correspondendo a R$ 1.827) e, em menor medida em São Paulo (-0,6%, R$ 1.241). Houve crescimento de 3,0%, em Salvador o que elevou o rendimento médio para R$ 1.002, e em Porto Alegre (0,7%, equivalendo a R$ 1.216). Em 12 meses, foram apurados aumentos em Porto Alegre (10,7%), Belo Horizonte (8,0%), Salvador (7,5%) e Distrito Federal (5,9%), e reduções em São Paulo (-2,8%) e Recife (-1,2%).

PED Ceará

Com dados disponíveis desde dezembro de 2008, a PED também é realizada na Região Metropolitana de Fortaleza, sem que seus dados, até o momento, sejam incluídos na PED Metropolitana.

Em abril, 210 mil pessoas estavam desempregadas na RMF, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 12,6%, com pequena redução frente à taxa de março (12,8%). O número de desempregados diminuiu em 4 mil pessoas, uma vez que totalizava, em março, 214 mil. A população economicamente ativa na região somou 1.668 mil pessoas, em abril, contra 1.674 mil do mês anterior.

O nível de ocupação na RMF manteve-se relativamente estável (-0,1%), com 2 mil postos a menos que em março. O total de ocupados correspondeu a 1.458 mil. O setor de Serviços criou, em abril, 9 mil postos de trabalho, e o total de ocupados correspondeu a 662 mil pessoas. O Comercio abriu 1 mil vagas, totalizando 229 mil pessoas trabalhando no setor. A Indústria (-2 mil), a Construção Civil (-7 mil) e os Outros Setores ( -3 mil) eliminaram empregos no mês.

O rendimento médio real dos ocupados, na RMF, cresceu 1,7%, passando a valer R$ 769. Para o salário médio, o crescimento chegou a 2,5%, chegando a R$ 874.

Por: Dieese

 
   
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