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Altas nos remédios e fumo afetam os mais pobres
08/05/2009

Em abril de 2009, o custo de vida no município de São Paulo apresentou taxa de 0,31%, ou seja, 0,09 ponto percentual (pp) menor que a de março (0,40%), segundo cálculo do DIEESE. As principais altas no Índice do Custo de Vida (ICV) foram detectadas em produtos cujos preços são controlados pelo governo: medicamentos (5,76%) e cigarros (5,52%). Apenas estes dois itens contribuíram com 0,24 pp para o índice do mês.

Índice por estrato - Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação, segundo tercis da renda das famílias paulistanas. Em abril, as taxas foram decrescentes, na medida em que o poder aquisitivo aumenta. Para o estrato 1, a alta foi de 0,48%; para o 2 ficou em 0,36% e no estrato 3, houve elevação de 0,25%. O estrato 1 corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*); o estrato 2 contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*) e o 3º estrato reúne aquelas de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*).

Inflação acumulada - Nos últimos 12 meses - entre maio de 2008 e abril de 2009 - o ICV-DIEESE acumula alta de 5,79%. Ao se considerar os diferentes estratos, as taxas são distintas: estrato 1, 6,19%; estrato 2, 5,76% e estrato 3, 5,69%. Neste ano, entre janeiro e abril, a inflação medida pelo DIEESE acumula alta de 1,43%. A maior variação (1,62%) foi detectada para o estrato 3, enquanto para os dois outros estratos foram registradas taxas semelhantes: 1,15%, para o estrato 2 e 1,19%, para o 1.

Pressão de medicamentos e cigarros - Em abril, os medicamentos (5,76%) e os cigarros (5,52%) tiveram reajustes semelhantes à inflação dos últimos 12 meses (5,79%). Porém, uma análise abrangendo um período mais amplo, ou seja, de janeiro de 2004 a abril de 2009 revelou que os medicamentos (34,25%) apresentaram taxas compatíveis com a inflação do período, que situou-se em 30,25%. No entanto, os cigarros (52,48%) tiveram aumento bem superior a este patamar inflacionário.

Por: Dieese

 
   
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