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Alta na confiança da indústria já é constante e mais espalhada, diz FGV
29/05/2009

SINAIS DE RECUPERAÇÃO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA

Recuperação será firme e gradual, chegando a patamares semelhantes do mesmo período no ano passado

A confiança do setor industrial já apresenta uma recuperação firme e gradual, intensificada nos últimos dois meses, e deve chegar aos patamares semelhantes ao do mesmo período do ano anterior no terceiro trimestre, apontou nesta sexta-feira o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV (Fundação Getulio Vargas), Aloísio Campelo Junior.

"Há uma recuperação gradual, principalmente em abril e maio, quando teve maior espalhamento [da alta na confiança] entre os setores", explicou o economista. O ICI (Índice de Confiança da Indústria) subiu 6% em maio sobre abril, e 8,6% em abril sobre março. Já é o quinto mês seguido de ganho depois da forte queda no quarto trimestre do ano passado causada pela crise financeira global.

"Se continuar assim, entre setembro e outubro o índice [comparando com o mesmo mês do ano anterior] pode entrar em terreno positivo", disse Campelo. O ICI de maio é 24,1% menor do que em maio de 2008, mas essa comparação anualizada já apresentou queda de 37% em dezembro do ano passado.

Campelo lembrou ainda que vários indicadores que compõem o ICI já estão próximos da média histórica. Entre eles estão o nível de estoques (89,2 pontos, contra 91,2 da média) e o nível de uso da capacidade instalada (79,2%, contra 80% da média).

Porém, alguns índices ainda estão distantes. O que mais chama a atenção, segundo o economista, é o da situação dos negócios nos próximos seis meses. Embora tenha crescido 9,9% de abril para maio, ainda marca 98,8 pontos, quando a média histórica é de 132,1 pontos.

"Só em dois períodos esse indicador ficou abaixo de 100 pontos, no início de 1999 e agora. Já estamos há sete meses nessa situação", disse. "Embora esteja longe da média, ao menos está chegando próximo aos 100 pontos."

A falta de confiança no que vem pela frente influencia na decisão de investimentos, explica Campelo. E isso fica claro no desempenho do setor de bens de capital no ICI. É hoje o setor que tem menor crescimento no ICI em 2009 (2,7%, contra média de 19,9%) e com o menor uso da capacidade instalada (73,1%, ante 79,2% da média). "A recuperação deles é muito modesta", disse o economista.

Por: Jornal Folha de São Paulo

 
   
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