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Número de greves no país é o maior desde 2004, segundo Dieese
23/07/2009

Foram 411 paralisações em 2008, a maior parte no setor privado. Crescimento econômico motiva reivindicações, diz estudo

Segundo dados divulgados nesta quinta- feira (23) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Foi o maior número registrado desde 2004, quando o órgão voltou a acompanhar o número de greves no país.

Para o Dieese, o forte crescimento econômico nos três primeiros trimestres de 2008 pode explicar o aumento no total de greves no ano. "Em geral, uma economia em crescimento proporciona aos trabalhadores contexto favorável para a ampliação de conquistas e a melhora da remuneração e condições do trabalho", diz o estudo.

As greves no setor privado foram mais numerosas que as da esfera pública pela primeira vez desde 2004. Foram 224 greves na esfera privada, enquanto o setor público teve 184 paralisações. Houve ainda 3 paralisações conjuntas entre trabalhadores públicos e privados. Em 2007, haviam sido 161 greves no setor público e 149 na esfera privada, além de 6 greves conjuntas.

No entanto, o setor público foi responsável por uma parcela maior das horas paradas: 17.457, ou 71% do total, ante 6.984 horas paradas no setor privado. Só o funcionalismo público foi responsável por 68% do total geral de horas paradas em greves.

Reivindicações

No setor privado, a maior parte das greves, ou 44% do total, pedia reajuste salarial. Em segundo lugar estavam questões ligadas a auxílio-alimentação, com 31%. A terceira reivindicação mais frequente foi a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com 24% do total.

Já no setor público, 50% das greves foram por reajuste de salário, seguido por questões ligadas a plano de carreira, com 36%.

Setores

Na esfera privada, o setor industrial respondeu pela maior parte das greves, com 132 paralisações. O setor de serviços teve 80 greves, enquanto o setor rural teve 11 paralisações.

Já na esfera pública, 155 foram no funcionalismo público, sendo 90 no âmbito estadual, 25 no federal e 28 no municipal, além de duas greves conjuntas de servidores estaduais e municipais. Outras 29 paralisações ocorreram em empresas estatais.

Segundo o Dieese, houve informações sobre participantes em 265 das 411 greves. Foram pouco mais de 2 milhões de trabalhadores que participaram desses movimentos, com média de 7.710 funcionários por greve. O maior percentual de grevistas (64%) foi identificado na esfera pública.

Por: G1

 
   
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