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Dia de lutas com protestos na capital
17/08/2009

A CUT e outras centrais e movimentos sociais promoveram na sexta-feira, 14, um ato em frente à FIERGS para protestar contra a classe patronal, que é contrária a praticamente todos os projetos que interessam a classe trabalhadora, como a redução da jornada e o fim do fator previdenciário, pressionando o Congresso Nacional e o governo a não aprovar as mudanças.

A mobilização integrou o dia da Jornada Nacional Unificada de Lutas, reuniu cerca de mil militantes no local, entre eles alguns dirigentes de nosso sindicato, e serviu também para protestar contra a crise e as demissões. Para o presidente da Federação Metalúrgica, Milton Viário, “essa crise não é nossa, não foi feita por nós e nós não pagaremos por ela. Quem acabou mais se beneficiando com a crise econômica foi a classe patronal”, afirmou. No final, a coordenação do ato protestou contra a Brigada Militar, que fez de tudo para atrapalhar ou impedir que os ônibus chegassem até o local da manifestação, mostrando que é subserviente e está do lado de quem explora, demite, corrompe e detém o poder econômico e político de nosso Estado.

A face da corrupção

Depois das declarações do Ministério Público no início do mês, a governadora Yeda Crusius (PSDB) não tem mais condições de governar nosso Estado. Esta certeza foi a razão pela qual os protestos da Jornada de Lutas tiveram continuidade em frente ao Palácio Piratini no final da manhã do dia 14.

Cerca de quatro mil manifestantes reuniram-se para exigir o impedimento de Yeda como governadora, além do deputado federal José Otávio Germano (PP), os deputados estaduais Luiz Fernando Záchia (PMDB) e Frederico Antunes (PP). Também foram indiciados João Luiz Vargas (PDT), presidente do Tribunal de Contas do Estado, Delson Martini, ex-presidente da CEEE e ex-secretário de Governo, Rubens Bordini, ex-tesoureiro da campanha da governadora, Carlos Crusius, ex-marido de Yeda, e Walna Vilarins Meneses, assessora da governadora. Todos foram denunciados pelo esquema de desvios de recursos do Detran, causando um desfalque de R$ 44 milhões do Estado. “Enquanto a corrupção campeia o Rio Grande, a educação, a saúde, a segurança, estão sendo ignoradas por este governo corrupto, que se escora num déficit zero criado artificialmente pra passar a ideia de que se tem um governo competente”, protestou uma dirigente do CPERS-Sindicato, recente vítima da ação repressora da BM no protesto realizado em frente à mansão comprada de forma mal-explicada por Yeda. “Enquanto a quadrilha está no Piratini, a polícia está toda virada para nós, trabalhadores”, criticou um dirigente partidário, um pouco antes de um frei ligado à Via Campesina ser preso e conduzido inexplicavelmente para dentro do Palácio.

No início da tarde, uma comissão de manifestantes entregou ao presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan, um documento manifestando apoio à CPI da Corrupção e reiterando a necessidade de agilidades e aprofundamento das investigações realizadas pelo Ministério Público Federal.

Por: Geraldo Muzykant - Jornalista, assessor de imprensa

 
   
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