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CPI DA CORRUPÇÃO: Áudios divulgados relatam pagamento de propina à Yeda
18/09/2009

Apesar da ausência dos deputados Iradir Pietroski (PTB), Sandro Boka (PMDB), Luciano Azevedo (PPS), João Fischer (PP), Gilberto Capoani (PMDB), Coffy Rodrigues (PSDB), Adílson Troca (PSDB) e Pedro Westphalen (PP), a CPI da Corrupção divulgou nesta quinta, 17, cinco escutas em que os interlocutores falam do repasse de propina para a governadora Yeda, com o dinheiro desviado do Detran e uso de caixa 2 na campanha eleitoral da tucana.

Em uma das conversas, o lobista Lair Ferst e o ex-chefe do escritório político do RS em Brasília, Marcelo Cavalcante, falam da carta enviada por Lair à governadora, alertando-a que se não tomasse providências, a fraude do Detran viraria um escândalo. Na gravação, o empresário relata que Yeda teria dito: "vieram me falar que vão me dar R$ 50 mil. Se for para ganhar R$ 50 mil, eu vou acabar com tudo. Pelo que tô sabendo eles estão recebendo muito dinheiro".

Em outro trecho, Ferst relata a Cavalcante um diálogo que teve com o então presidente do Detran, Flávio Vaz Netto, onde o mesmo informou que "fizeram um acordão para distribuir valores entre eles, e tinha ficado acertado que a parte da governadora seria de R$ 170 mil". Na conversa, o lobista diz que o ex-presidente do Detran afirmou que "ela" (Yeda Crusius) sabia e acompanhava todos os detalhes da fraude.

Durante a sessão, também foi divulgado a gravação em que Vaz Netto pede ao assessor do PP, Sérgio Araújo, avisar ao relator da CPI do Detran, o tucano Adilson Troca, que está disposto a depor novamente na Comissão, onde relataria que foi pressionado por Delson Martini a readimitir Lair Ferst no esquema fraudulento para "produzir dinheiro para pagar as contas do PSDB e da governadora."

As denúncias são de extrema gravidade e indicam de maneira muito explícita a participação e conivência da governadora Yeda Crusius com a fraude. A tentativa da base governista de impedir o quórum para aprovação dos requerimentos indica a complacência desses parlamentares com a corrupção que atinge o poder central do Estado. Não existe outra explicação para essas atitudes, além de impedir que a verdade venha à tona.

Por: Bela Figueiredo

 
   
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