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Brasil vence a crise e economia cresce 1,9%
11/09/2009

A economia brasileira saiu da recessão técnica (dois trimestres seguidos de PIB negativo) e voltou crescer no segundo trimestre deste ano, com alta de 1,9% frente aos três meses imediatamente anteriores, segundo o IBGE. Os resultados foram comentados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na última sexta-feira, em São Paulo. Segundo o ministro, a equipe econômica do governo vai trabalhar com um crescimento estimado entre 4,5% e 5% em 2010. Confira, abaixo, os principais pontos comentados pelo ministro.

Próximos meses - “Esse crescimento continua no terceiro trimestre, de modo que nós encerraremos 2009 com crescimento positivo”. O ministro afirmou que o resultado do primeiro semestre ainda é negativo em 1,5% em relação a igual período do ano passado, mas disse que a estimativa para o segundo semestre é de um crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2008. “É apenas uma previsão, o resultado vai depender do comportamento da economia. Se confirmado, isso nos possibilitará um crescimento positivo de 1% neste ano”. Para 2010, o ministro espera que o Brasil volte às taxas anteriores à crise. “Em 2010, recomeça o ciclo de crescimento iniciado em 2003 e interrompido pela crise”.

Situação mundial - O ministro reafirmou que o Brasil é uma das economias que têm se recuperado mais rápido da crise e que poucos países têm tido esse desempenho. “Com os dados que temos do terceiro trimestre, esperamos um crescimento ainda maior entre julho e setembro em relação ao segundo trimestre, entre 2% a 3%. Será um dos poucos países com crescimento positivo em 2009”, adiantou.
Desempenho industrial - Segundo Mantega, o crescimento está sendo puxado pelo desempenho da indústria, que sofreu retrações no final do ano passado e no início deste ano e apresentou crescimento de 2,1% no segundo trimestre. Além da indústria, o consumo das famílias também apresentou crescimento de 2,1%, contribuindo para o resultado positivo.

Mercado interno e exportações - Para o ministro, o consumo das famílias tem se mantido positivo. “A grande força do Brasil, que é o mercado interno, se manteve forte mesmo nos momentos de maior repercussão da crise”. O aumento de 14,1% das exportações no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano também puxou o crescimento. Mantega destacou o saldo comercial positivo, maior do que o do ano passado.

Solidez da economia - A reação rápida e forte do Brasil, segundo o ministro, se deve, primeiramente, à solidez da economia. “Entramos na crise com a economia em crescimento forte”. Em segundo lugar, Mantega citou as ações fiscais do governo, que representaram gastos de cerca de 1% do PIB em renúncias, especialmente na diminuição de impostos, com reflexo nos preços. Mantega disse, ainda, que a política monetária também foi fundamental para a recuperação. “Ela implicou na redução da taxa de juros, no aumento da liquidez e da disponibilidade financeira da economia”. Os gastos com investimentos e desonerações representaram no Brasil o equivalente a 1% e 1,5% do PIB, enquanto a China gastou 13% e os Estados Unidos 6,7% do PIB.

Política anticíclica - Na opinião do ministro, o aumento dos gastos com a política anticíclica não leva o Brasil a um endividamento. “Ao contrário de outros países, que sairão endividados e com déficit público maior, o Brasil sai rapidamente e com situação fiscal melhor, com a dívida crescendo menos, cerca de 2%, contra cerca de 50% nos EUA. Além disso, nosso déficit nominal em 2009 será um dos menores do G-20. Saímos da crise com uma situação fiscal forte”. Segundo Mantega, as medidas de incentivo ao consumo devem se encerrar até o final deste ano. Os juros baixos e o aumento no crédito, no entanto, devem permanecer “Também continuaremos estimulando investimentos com taxas bastante baixas e condições favoráveis”, finalizou.

Por: Boletim Em Questão - Secom

 
   
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