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CPI DA CORRUPÇÃO: O pavor dos yedistas diantes das provas da corrupção
10/09/2009

O que se viu na sessão da última terça-feira na CPI da Corrupção, foi um show de desfaçatez protagonizado pelos deputados do PSDB, PMDB, PP, PPS e PTB, ou seja, a base de sustentação do governo Yeda na Assembleia Legislativa. Ao abrir a sessão, a presidenta Stela Farias (PT) colocou à disposição dos deputados da CPI o acesso a um conjunto de DVDs com as provas da corrupção obtidas pelas operações Rodin e Solidária. As provas foram entregues à Stela pela juíza federal Simone Barbisan, de Santa Maria. Apavorados com a possibilidade de o conteúdo dos DVDs chegar ao conhecimento do povo gaúcho, os yedistas, inicialmente, tentaram classificar as provas como ilícitas. Mas bastaram poucos minutos para que se dessem conta de que não poderia haver ilicitude num processo que se deu por solicitação formal e transparente de uma deputada a uma juíza que tomou a decisão de liberar os documentos.

ABSURDO II - Vencidos pelo absurdo do próprio argumento, os governistas partiram para uma segunda tese, não menos disparatada, de que as provas haviam sido entregues à deputada Stela e não à presidenta Stela e que, por causa disso, não poderiam ser consideradas documentos oficiais da comissão. Ora, é prerrogativa de qualquer deputado buscar informações que possam auxiliar no cumprimento do seu dever constitucional de fiscalizar o Executivo. Ainda mais quando este parlamentar, no caso a deputada Stela, é titular de uma CPI. Mais ainda: é presidenta desta CPI!

IMPEDINDO O GOLPE - Percebendo, de novo, que suas teses não sobreviveriam nem mesmo a uma ligeira análise legal, os governistas tentaram patrolar a comissão valendo-se do fato de que são maioria. Queriam que fosse colocado em votação – e eles, com maioria, aprovariam - um requerimento do relator, deputado Coffy Rodrigues (PSDB), que a pretexto de criar um método de trabalho para a comissão, na verdade era uma tentativa de limitar o tempo das inquirições, a quantidade de depoimentos e até mesmo a possibilidade de os parlamentares apresentarem novos documentos e provas à CPI. A manobra foi rapidamente identificada pela oposição que denunciou a tentativa de golpe.

A FUGA - Como a presidenta Stela manteve-se firme na condução dos trabalhos impedindo a consolidação de uma CPI “chapa branca”, os yedistas apelaram para um último e lamentável recurso: deixaram o Plenarinho retirando o quórum e impedindo, assim, a votação dos requerimentos que convocariam as primeiras testemunhas.

O POVO ESTÁ VENDO - O povo gaúcho está vendo tudo isso e sabe que as provas que chegaram à CPI são lícitas, que o fato de terem sido levadas à comissão pela deputada Stela é legítimo e que a retirada de quórum por parte dos governistas não foi um ato de protesto, mas de covardia.
Não conseguindo impedir que as provas chegassem à CPI, só restou aos deputados do PSDB, PMDB, PPS, PP e PTB arrumar uma desculpa para não se verem confrontados com as vozes e os depoimentos de seus amigos e correligionários flagrados em duas fraudes que causaram um rombo de cerca de R$ 344 milhões aos cofres públicos.

É este – o medo da verdade, o medo das provas – o único e real motivo para toda a escaramuça dos governistas. O boicote que eles estão tentando fazer não é a CPI, é à verdade.

Por: PTSul Blog

 
   
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