Bom dia! Hoje é sábado, 15/08/2020.
 
CUT Nacional
CUT RS
CNM/CUT
FTMRS
Gross & Klein


Reforma na casa de Yeda foi feita com dinheiro público. Governo diz que é legal
08/10/2009

Deputados da oposição que integram a CPI da Corrupção afirmaram, na quarta-feira, 07, ter documentos que comprovam o uso de dinheiro público na reforma da casa comprada pela governadora Yeda Crusius (PSDB) no final de 2006, logo após o segundo turno das eleições. Segundo a presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT), há empenhos da Casa Militar do Estado, relativos à compra de materiais de construção e móveis por parte do Estado. Os deputados Daniel Bordignon (PT) e Paulo Borges (DEM) viram uma nota fiscal em uma loja de material de construção, de Porto Alegre, que teria como local de entrega a rua Araruama, 806.

Ainda segundo os deputados da oposição, pelo menos um dos valores dos materiais de construção e móveis adquiridos pela Casa Militar seria idêntico ao de uma nota fiscal, cujos produtos adquiridos foram entregues na casa de Yeda. Entre esses produtos estariam pisos de borracha utilizados em garagens e móveis com temas infantis que teriam sido destinados aos netos da governadora.

No início da noite, o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, admitiu as compras, mas alegou que elas foram legais e teriam sido efetuadas com aprovação do Tribunal de Contas. A alegação de legalidade vem acompanhada, no entanto, de um longo silêncio. Em janeiro de 2008, ao ser informado da compra de móveis infantis por parte do governo estadual, o deputado Raul Pont (PT) requisitou o processo ao Palácio Piratini. A resposta veio através de um e-mail de Fátima Sanhudo, chefe de assuntos administrativos da Casa Civil, que recomendou a Pont que encaminhasse um pedido de informações ao Executivo. O e-mail de Sanhudo foi mandado com cópia para duas pessoas: Iara Wortmann, na época chefe de gabinete de Yeda Crusius e Walna Villarins Menezes, assessora especial da governadora.

Na manhã desta quarta, quando acessaram o sistema de informações do governo, os deputados da oposição constataram que o processo não tinha sido arquivado, como seria o procedimento correto, permanecendo aberto. Segundo o documento, o montante pago foi de R$ 6.005,00.

Por: RS Urgente

 
   
Rua Alberto Schmidtt nº 208 - Centro - Sapiranga/RS - Fone: 3599-1225 - e-mail: stmetal@gmail.com
Copyright © Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga :::
Expediente