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Protestos contra impunidade marcam 4° aniversário do assassinato de Jair da Costa
02/10/2009

Cerca de 1,8 mil militantes dos movimentos sociais da Região Metropolitana realizaram uma celebração ecumêmica e um ato público na tarde do dia 30 de setembro, em Sapiranga, para lembrar o covarde assassinato do dirigente sindical sapateiro Jair Antonio da Costa, ocorrido há quatro anos, na cidade.

O ato público também protestou contra a impunidade e contra as autoridades do Judiciário e da Segurança Pública do Estado, que não têm se esforçado para punir os responsáveis pelo crime cometido pela Brigada Militar. O processo se arrasta e ainda pode levar mais alguns anos até chegar ao julgamento dos oito brigadianos que são acusados de matar o trabalhador.

Para quem não lembra, Jair da Costa participava de um protesto contra o desemprego na região. A manifestação já estava no final, quando os policiais o imobilizaram sob a acusação de que ele teria “roubado” a chave de uma motocicleta da polícia. Na época, os brigadianos alegaram que o sindicalista teria reagido, o que motivou o uso de força para detê-lo. O sapateiro teria passado mal na viatura, morrendo no hospital. A chave supostamente roubada nunca foi encontrada e a reconhecida honestidade e boa índole de Jair fez com que todos duvidassem dos motivos alegados pela Brigada Militar.

TRUCULÊNCIA CONTINUA

Em agosto passado, durante a Jornada de Lutas promovida pela CUT, dirigentes sindicais denunciaram a perseguição e repressão da Brigada Militar, que, a mando do governo corrupto de Yeda Crusius, blindado pela mídia e pelo Judiciário, tenta criminalizar os movimentos sociais. Na ocasião, a BM fez de tudo para atrapalhar ou impedir que os ônibus chegassem até os locais das manifestações. Depois, prendeu um frei que estava presente no ato público realizado em frente ao Palácio Piratini e apreendeu o caminhão de som da CUT. Uma semana depois, a BM assassinou pelas costas, em São Gabriel, o sem-terra Elton Brum da Silva, além de ter ferido à bala outros dois militantes. Há relatos de que, alguns dias antes, durante o despejo forçado realizado pela Brigada Militar, cerca de 30 sem-terra, inclusive crianças, ficaram presas na prefeitura da cidade, sendo que 14 homens foram torturados e feridos depois de uma sequência de golpes com cacetete, chutes, tapas e choques. A BM ainda teria sido denunciada por prender e agredir um motorista de ônibus que tentava buscar socorro a uma passageira que passava mal, e agredir, ofender e cometer arbitrariedades contra vendedores ambulantes da região metropolitana.

Pelo jeito, a violência é parte da política do governo impopular e corrupto que atualmente administra o nosso Estado, e que usa a Brigada Militar para se vingar e impor uma ditadura entre nós.

Por: Assessoria de Comunicação do Sindicato

 
   
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