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ENTREVISTAS: O que disseram as autoridades durante a posse da nova diretoria e sobre os desafios do nosso o sindicato
19/10/2009

Nelson Spolaor - Prefeito Municipal de Sapiranga

O senhor participou da solenidade de posse da direção do Sindicato dos Metalúrgicos, falando dos avanços que Sapiranga teve a partir do governo democrático e popular na cidade. Na sua opinião, qual é a importância do sindicato e da categoria metalúrgica para o desenvolvimento da cidade e da região?

“Fiz questão de, mais uma vez, prestigiar a posse da nova direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga, Nova Hartz e Araricá porque são meus companheiros de luta que estão assumindo uma importante função social e porque sei da importância que a categoria e o setor metal-mecânico tem para nossa cidade e região. Esse setor está crescendo, se fortalecendo, ajudando a solidificar uma economia plural em Sapiranga. Queremos que ele se fortaleça ainda mais, cresça de forma articulada com o crescimento de outras categorias”.

João Batista da Silva - Secretário-geral da CUT-RS e presidente da Federação Democrática dos Sapateiros do RS

Os sapateiros são a principal categoria de nossa região, mas o senhor fez questão de prestigiar a posse da nova direção do Sindicato dos Metalúrgicos. O senhor acredita que uma relação de parceria da categoria com os metalúrgicos pode ser um fator de crescimento político para a classe trabalhadora aqui da região?

“Sem dúvida. Os sapateiros têm muito a ver com os metalúrgicos e o contrário também. A integração das duas categorias, ainda mais dentro do campo da CUT, unifica a classe trabalhadora local e amplifica a organização das duas categorias na hora de combater governos corruptos como o de Yeda e patrões sacanas, que fazem de tudo para nos explorar. Atualmente, por exemplo, a Abicalçados diz que a indústria calçadista está mal, com prejuízo. Há contradições aí, pois temos informações que mostram o contrário. A produção - inclusive de categorias que dependem do setor calçadista na região, como a metalúrgica - está bem. O Dieese está elaborando uma pesquisa para confirmar nossas informações e nos municiar de subsídios para contrapor o discurso patronal e saber o que há por trás dele”.

Claudir Nespolo - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre e vice-presidente da CNM/CUT

A CNM/CUT possui hoje 96 sindicatos de trabalhadores/as Metalúrgicos/as filiados, integrados a sete federações estaduais ou interestaduais de metalúrgicos/as. Como o senhor e a instituição veem o nosso sindicato nesse contexto?

“A Confederação Nacional dos Metalúrgicos, por meio de minha pessoa, fez questão de estar presente nesta posse, saudando os 24 dirigentes que estão assumindo a direção do sindicato para os próximos três anos e deixando o abraço de mais de um milhão de metalúrgicos que a entidade representa no país. E por que fizemos isso? Porque sabemos da importância deste sindicato. Ele pode não estar figurando entre os maiores sindicatos metalúrgicos do Estado, mas está sempre presente em todas as lutas específicas e gerais da classe trabalhadora. Isso nos dá a certeza de que o sindicato e esta nova direção vão continuar sendo nossos parceiros, lutando por uma sociedade melhor e mais justa. E vão nos ajudar a conduzir a luta em 2010 para renovar ou não o projeto político aqui do Estado e no país”.

Maria Eunice Dias Wolf - Secretária de Comunicação do PT-RS, dirigente do PT nacional, ex-metalúrgica de Canoas, representante das mulheres metalúrgicas, fundadora e ex-dirigente da CUT

Apesar de ser minoria, o número de mulheres tem aumentado na categoria metalúrgica, mas isso não necessariamente faz com que a participação delas no sindicato seja proporcionalmente maior. O que a senhora acha que é necessário fazer para mudar essa realidade?

“Acredito que o número de mulheres está crescendo não apenas na categoria metalúrgica, mas em todos os espaços sociais. E esse crescimento só não é maior porque a mulher ainda encontra restrições no mercado de trabalho e é sobrecarregada pela manutenção da casa e pela responsabilidade maior na educação e saúde dos filhos. Mas as companheiras, aos poucos, até porque muitas delas são chefes de família, estão conquistando importantes colocações. Um exemplo disso é o Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga, que, pela primeira vez em sua história, tem como vice-presidente uma mulher, a companheira Olinda Lopes. Acredito que este fator vai fazer com que outras companheiras participem um pouco mais do sindicato, se filiando, comparecendo nas assembleias, ingressando nas Cipas, ajudando a propor e decidir sobre as políticas de igualdade e que combatam a discriminação e os assédios sexual e moral nas fábricas. Outro exemplo é a ministra Dilma Roussef, cotada para ser a sucessora do presidente Lula. Ela começou sua militância nos anos 60 e, no final dos anos 70, junto comigo e o hoje senador Paulo Paim, nos ajudou a construir a oposição dos metalúrgicos em Canoas. Por meio de sua fibra, seu carismo e inteligência, ela foi galgando importantes espaços e hoje é a pessoa mais influente e preparada para suceder nosso presidente. Se ela de fato for candidata, temos que elegê-la. E, elegendo-a, poderemos iniciar uma era em que a mulher deixará de ser mera coadjuvante para ser protagonista de fato de profundas mudanças sociais e culturais de nosso país”.

Milton Viário - Presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS

A direção empossada pelo senhor tem apenas um dirigente da época em que a primeira chapa cutista venceu as eleições, o que mostra uma renovação do quadro diretivo ao longo dos anos. Como o senhor avalia essa renovação?

“A experiência é fundamental, mas a renovação gradual das direções é importante. O Mauri e a Olinda fazem parte de uma safra nova, mas eles já têm experiência acumulada, pois o Anilton teve de se afastar para colaborar com o governo do prefeito Nelson Spolaor e eles assumiram muito bem, junto com outros companheiros, a condução do sindicato. Foi uma transição muito boa e o sindicato não perdeu a combatividade e o apoio às mobilizações da categoria no Estado e no país. Tanto que a diretoria, por exemplo, vai estar em Brasília, na 6ª Marcha da Classe trabalhadora, onde teremos uma agenda com várias peleias. Cabe ressaltar: no dia 11 de novembro, são esperados em Brasília cerca de 40 mil manifestantes vindos de todos os estados. Cerca de 200 metalúrgicos vão fazer um acampamento entre os dias 9 e 12 para fazer pressão para conquistar as 40 horas, a convenção 158 para acabar com a rotatividade que rebaixa salários, a lei que criminaliza ainda mais quem impõe trabalho escravo, entre outras reivindicações”.

Loricardo de Oliveira - Tesoureiro da CUT-RS e ex-presidente do Sindimetal São Leopoldo

No seu discurso, o senhor falou da importância de a classe trabalhadora ser solidária e unida nas grandes lutas nacionais. Na sua opinião, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga e Região vem cumprindo com o papel de ser protagonista dessas lutas, ajudando a CUT nos embates e mobilizações de interrese coletivo da classe trabalhadora?

“Com certeza. A solidariedade é uma marca registrada deste sindicato e desta base metalúrgica. E sabemos que esta direção vai dar continuidade à solidariedade emprestada a todo o movimento sindical cutista. Temos certeza de que o Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga, Nova Hartz e Araricá, nestes próximos três anos, vão continuar carregando não só a bandeira da CUT, mas também as bandeiras de luta da classe trabalhadora, reivindicando a redução da jornada, a aposentadoria especial, as convenções 151 e 158 da OIT, o fim do fator previdenciário, entre outras, e divulgando as iniciativas da central, como a plataforma de desenvolvimento para o RS e para o Brasil. Assim como o sindicato, a CUT é uma ferramenta de luta na mão dos trabalhadores e trabalhadoras e também pode contribuir nas lutas locais, como garantir a permanência da Ferrabraz aqui na região, por exemplo”.

Anilton Pereira - Secretário de Segurança e Mobilidade Urbana de Sapiranga e ex-presidente do Sindicato

O senhor teve de se ausentar para colaborar com o governo de Nelson Spolaor. Como tem sido esta experiência?

“Tem sido exitosa. Assumi a secretaria de Planejamento no primeiro mandato, concorri a vereador, ficando na segunda suplência, e, neste ano, fui desafiado a assumir a secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana de Sapiranga. Invertemos as prioridades e estamos construindo uma cidade que não leva só em conta os interesses de quem detém o poder econômico, mas também os interesses do povo e da classe trabalhadora. Recentemente, por exemplo, assumi junto com o prefeito o desafio de lutar para que a Ferrabraz - em razão da sua importância para a economia do município e da região, e para a classe trabalhadora local - continuasse instalada em Sapiranga. Estamos bastantes confiantes de que teremos sucesso na empreitada. Cabe lembrar que, paralelamente, apesar de oficialmente licenciado do sindicato, nunca me desliguei totalmente da entidade e da luta, sempre ajudando no que fosse possível. Entreguei a presidência para pessoas sérias e responsáveis, que conduziram muito bem a luta e agora vão dar continuidade ao trabalho feito por mim e outras pessoas que pasaram pelo sindicato”.

Mauri Schorn - presidente do sindicato

Qual é o seu sentimento nesta hora em que está sendo empossado como presidente de fato, depois de ter exercido durante um bom tempo a função de presidente, porém de forma interina?

“Sinto orgulho de assumir a presidência do sindicato para os próximos três anos. Com certeza, a entidade vai ser cada vez mais combativa, defendendo intransigentemente os direitos de nossa base metalúrgica e de toda a classe trabalhadora. Nós, da direção, vamos também acompanhar todas as agendas da Federação, da Confederação e da CUT, no Estado e no país, lutando para conquistar a redução da jornada, aposentadoria digna, entre outras importantes conquistas. Fomos eleitos com mais de 99% dos votos válidos e não vamos decepcionar os metalúrgicos e metalúrgicas que nos elegeram”

Por: Assessoria de Comunicação do Sindicato

 
   
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