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Centrais querem milhares de trabalhadores na marcha em Brasília
05/11/2009

Na quarta-feira que vem cerca de 40 mil pessoas são esperadas em Brasília para pressionar o Congresso Nacional a votar favoravelmente pela redução da jornada de trabalho. É a Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília, que teve sua primeira versão em dezembro de 2004.

Naquela ocasião, as centrais sindicais organizaram a primeira grande mobilização conjunta e a principal reivindicação era a recuperação do salário mínimo. O resultado foi que, em maio de 2005, o mínimo foi corrigido de R$ 260,00 para R$ 300,00 e de lá pra cá ganhou uma política de valorização que praticamente dobrou seu valor. A correção da tabela do Imposto de Renda foi outra conquista da marcha.

Desde então, a ação tornou-se a maior mobilização do movimento sindical e ganhou novas proporções.

O salário mínimo ainda continua na pauta, mas, neste ano, a luta prioritária é a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição de salários, e o aumento do adicional da hora extra de 50% para 75%.

Resistência
A marcha é mais que necessária, pois os parlamentares ligados ao empresariado estão se articulando para derrubar a proposta. Não é novidade, pois desde o século 18, quando as jornadas eram de 16 horas diárias, toda vez que os trabalhadores lutaram pela redução, os patrões argumentaram que as empresas não resistiriam.

"Eles [os patrões] não levam em consideração o desenvolvimento tecnológico e a qualificação dos trabalhadores, fatores que possibilitaram um aumento excepcional da produtividade", afirma José Lopez Feijóo, vice-presidente da CUT.

Todavia, acrescenta Feijóo, esses ganhos de produtividade foram apropriados quase exclusivamente pelas empresas. "Essa riqueza não distribuída poderia ter sido compartilhada por meio da redução de preços e impostos, da melhoria dos salários e das condições de trabalho, em especial a redução da jornada", completou.

Por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

 
   
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