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6ª Marcha: Solidariedade, companheirismo e mobilização em Brasília
10/11/2009

Quem observa os milhares de pessoas nas ruas da capital federal durante a marcha que a classe trabalhadora promove anualmente não faz idéia dos sacrifícios para ajudar a construir um País mais justo e democrático.

Antes mesmo do dia 11, quando a CUT e as demais centrais sindicais estarão unidas para exigir o cumprimento de uma pauta unificada que inclui a redução da jornada de trabalho e outros cinco eixos (leia mais abaixo), cerca de 300 militantes da base da Central Única dos Trabalhadores já ocupavam as dependências do Minas Brasília Tênis Clube, diante da UnB (Universidade de Brasília).

Desde sábado (7), metalúrgicos, sapateiros e companheiros do ramo de alimentos, oriundos da região sul do Brasil, enfrentaram até 48 horas de viagem para dividir beliches e colchonetes em oito alojamentos no Distrito Federal.

Caso de Luis Roberto Rodrigues, metalúrgico de 49 anos, que participará da Marcha Nacional da Classe Trabalhadora pela terceira vez.

Por volta das 11h dessa segunda-feira (9), ele desembarcou 36 horas após deixar o município de Camacauã, no Rio Grande do Sul. Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre, mais uma vez estava acompanhado de companheiros de Pelotas e Santa Cruz e da inseparável bolsa de couro decorada com adesivos de Che Guevara e da campanha da CUT pela redução da jornada de trabalho, onde guarda o tradicional chimarrão.

"Estamos aqui para lutar pelas 40 horas semanais para que todos possam ter emprego", disse convicto.

"O objetivo do acampamento é aumentar a mobilização e pressão sobre os parlamentares para que votem a pauta da classe trabalhadora, como é o caso da redução da jornada, que está tramitando no Congresso, mas não tem previsão de votação", acrescentou Milton Viário, presidente da Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul.

Nesta terça (10), outros 150 trabalhadores cutistas vindos de Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais se juntam ao grupo para aumentar ainda mais a mobilização.

Por volta das 14h de ontem, após agradecer ao esforço de todos que deixaram a família no Estado de origem para participar da marcha, o secretário geral da CUT, Quintino Severo, falou aos companheiros sobre a importância do acampamento. "Cada um de vocês é fundamental para que possamos levar essa batalha adiante", afirmou.

O primeiro grande passo do grupo de companheiros acampados foi um ato público diante da sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria) para cobrar dos empresários o apoio à implantação do FAP (Fator Acidentário de Prevenção), que busca diminuir os acidentes de trabalho. A seguir, todos seguiram para rodoviária de Brasília, onde distribuíram panfletos com os eixos da 6ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora.

Na terça, ocuparão o aeroporto da capital federal, logo pela manhã, para nova panfletagem. Uma outra parte da delegação participará de uma audiência pública no Senado, que tratará do trabalho penoso no ramo avícola e, no mesmo dia, de uma audiência na Câmara a respeito da atualização dos índices de produtividade da terra e em defesa da reforma agrária, no auditório Nereu Ramos, a partir das 14h30. Essa atividade política no Congresso é organizada pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo.

Já na quarta-feira, além da marcha, integrarão ainda o ato diante do STF (Superior Tribunal Federal) contra o interdito proibitório e a criminalização dos movimentos sociais.

Agenda cheia e temerosa para quem ainda duvida do poder de mobilização da classe trabalhadora.

6ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora
Dia 11 de novembro, concentração às 7h no Estádio Mane Garrincha, em Brasília

Eixos da marcha
- redução da jornada de trabalho sem redução de salário;

- votação do PL 01/07 que efetiva a política de valorização do salário mínimo;

- novo marco regulatório para o pré-sal, que prevê a garantia do controle estatal e social do petróleo e seus derivados em todo o território nacional e que reafirma nossa soberania;

- atualização dos índices de produtividade da terra e aprovação da PEC 438/01 contra o trabalho escravo;

- ratificação das Convenções 151 (sobre a garantia de negociação coletiva no serviço público) e 158 (que coíbe a demissão imotivada) da OIT;

- aprovação do PL 1621/07 - proposta da CUT encaminhada à Câmara pelo deputado Vicentinho (PT-SP), sobre a regulamentação da terceirização e combate à precarização nas relações de trabalho.

Por: Central Única dos Trabalhadores

 
   
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