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Patrões trancam negociações do Dissídio e categoria terá que se mobilizar para
30/05/2007

As negociações do nosso dissídio, que já andavam “devagar, quase parando”, pararam de vez na última reunião de negociação, realizada na segunda-feira, 28 de maio. Além de não apresentar nenhuma proposta salarial para avaliação da categoria, os patrões decretaram unilateralmente o congelamento de todas as negociações. Saíram da reunião sem marcar nova data de reunião com a comissão sindical que negocia as cláusulas salariais e sociais de nosso dissídio e deram a entender que vão esperar as negociações de outras bases e categorias pra ver o que fazer. Por fim, limitaram-se a dizer que a situação das empresas metalúrgicas de Novo Hamburgo para cá é bastante semelhante à situação das empresas de todo o setor coureiro-calçadista, metido numa crise sem precedentes por conta do câmbio e da concorrência desleal dos baratos produtos chineses.

Infelizmente, não temos certeza de que os patrões estão falando a verdade ou estão apenas “chorando lágrimas de crocodilo”, já que eles nunca são transparentes o suficiente, nem abrem de verdade as contas das empresas para negociar a participação nos lucros/resultados. Também há de se levar em conta que outros setores - inclusive metalúrgicos - recentemente também sofriam com a crise cambial e, no entanto, hoje estão reagindo porque conseguiram se adaptar às regras ditatoriais do mercado ou souberam diversificar sua produção, fechando bons negócios. Além do mais, o fato de uma ou outra empresa estar mal não significa que todas as empresas de uma mesma base estão mal. Portanto, não podemos nos impressionar com a velha choradeira patronal, até porque já não é a primeira vez que os patrões adotam esta mesma estratégia.

MOBILIZAÇÃO

As campanhas salariais nunca foram fáceis para a nossa categoria. Sempre tivemos que aturar a choradeira e as estratégias patronais, como essa de parar a negociação pra ver até que ponto estamos mobilizados ou não, enfim, se estamos dispostos a buscar o que é nosso ou não. As empresas estão querendo nos meter medo e estão apostando na suposta desmobilização de nossa base para não dar nenhum reajuste ou dar o menor reajuste possível.

Por isso, companheirada, tá na hora de deixar o frio de lado, começar a descongelar as negociações e esquentar nossa luta por salários e benefícios, por melhores condições de vida e trabalho. Caso os patrões mantenham sua indisposição de negociar, vamos ter de convencê-los do contrário.

A direção do sindicato, sozinha, não vai conseguir arrancar aumento salarial dos patrões. É preciso que você, trabalhador, faça a sua parte participando de todas as mobilizações definidas pelo sindicato. Temos que mostrar nossa tradicional unidade e força.

Por: Geraldo Muzykant, assessor de Imprensa

 
   
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