Bom dia! Hoje é sábado, 08/08/2020.
 
CUT Nacional
CUT RS
CNM/CUT
FTMRS
Gross & Klein


Negociações do Dissídio não avançam, inclusive em outras bases metalúrgicas
06/06/2007

As negociações do nosso dissídio estão paradas desde o dia 28 de maio. Além de não apresentar nenhuma proposta salarial para avaliação da categoria, os patrões decretaram unilateralmente o congelamento de todas as negociações. Eles culpam a crise cambial que atingiu em cheio o setor coureiro-calçadista, base da produção industrial metalúrgica das regiões do Vale do Sinos e Paranhana.

Nosso sindicato desconfia que os patrões estão, mais uma vez, “chorando lágrimas de crocodilo”, conseqüência da falta de transparência que os carateriza. Além disso, muitas empresas estão produzindo normalmente e outros setores, inclusive metalúrgicos, que recentemente também sofriam com a crise cambial, hoje estão reagindo porque conseguiram se adaptar às regras ditatoriais do mercado ou souberam diversificar sua produção, fechando bons negócios.

MOBILIZAÇÃO

As campanhas salariais nunca foram fáceis para a nossa categoria. Sempre tivemos que aturar a choradeira e as estratégias patronais, como essa de parar a negociação pra ver até que ponto estamos mobilizados. As empresas estão querendo nos meter medo e estão apostando na suposta desmobilização de nossa base para não dar nenhum reajuste ou dar o menor reajuste possível.

Por isso, companheirada, temos que começar a nos mobilizar com mais força e dedicação. Tá na hora de todos sermos solidários e unidos na busca de nossos direitos. O sindicato está lutando por todos, seja você associado ou não. Mas sozinho pouco pode conquistar. Portanto, você tem que fazer a sua parte cobrando reajuste das chefias e participando de todas as mobilizações definidas pelo sindicato. Lembre-se: a direção do sindicato, sozinha, não vai conseguir arrancar aumento salarial dos patrões. Faça a sua parte!

OUTRAS BASES

Os patrões deram a entender que vão esperar as negociações de outras bases e categorias pra ver o que fazer, para retomar as negociações do dissídio. O problema é que em outras bases metalúrgicas as negociações também não estão avançando e a desculpa patronal é a mesma, ou seja, “crise cambial”, “juros que freiam a produção”, “falta de condições para suportar os custos de aumentos reais substanciais”, entre outras, apesar de os dados da economia nacional mostrarem um extraordinário crescimento da indústria nacional nos últimos anos.

Das quatro maiores bases metalúrgicas do Estado, duas (Caxias do Sul e São Leopoldo) ainda não iniciaram suas campanhas salariais porque as datas-bases são mais tarde. As outras duas, Porto Alegre e Canoas, que têm data-base em maio, já realizaram pelo menos quatro reuniões de negociação, mas as propostas foram praticamente rejeitadas na mesa de negociações. Em Canoas, onde há a melhor proposta, os metalúrgicos a consideraram como “piada de mau-gosto” dos patrões e vão acirrar as mobilizações a partir desta semana. O sindicato provou para os patrões locais que seria necessário um reajuste de 16,85% somente para equiparar os salários com os ganhos da indústria nos últimos cinco anos.

Veja abaixo as propostas até agora apresentadas para os dois sindicatos:

PORTO ALEGRE
- Reajuste salarial de 3,8% (a esmola de 0,35% de aumento real);

CANOAS
- Reajuste salarial de 4% (a migalha de 0,54% de aumento real) + antecipação salarial de 1,15% em setembro/2007, a ser descontada em maio/2008.

Por: Geraldo Muzykant, assessor de Imprensa

 
   
Rua Alberto Schmidtt nº 208 - Centro - Sapiranga/RS - Fone: 3599-1225 - e-mail: stmetal@gmail.com
Copyright © Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga :::
Expediente