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Perspectivas e desafios da educação sob foco da gestão democrática
27/01/2010

O Espaço Planeta, do Fórum Social Mundial – Sapiranga, sediou na tarde quarta-feira (27/01) o debate intitulado: Diálogos entre Gestores sobre Perspectivas e Desafios de Experiências Locais, cuja coordenação de mesa ficou a cargo do coordenador da rede de Educação Social Talher Nacional, Selvino Heck.

O primeiro painelista a falar foi o secretário de Educação de Umbu das Artes, Pedro Pontual. Ele apresentou um histórico dos movimentos de educação popular que surgiram na década de 70, como resistência à ditadura militar. Relatou diversas experiências de educação popular, as quais denominou como “o maior laboratório de desenvolvimento de políticas públicas que o país já teve”.

Pontual apresentou os preceitos da pedagogia de uma gestão democrática que defende a participação cidadã como grande criadora de condições para que novos atores sociais surjam e criam novos movimentos sociais transformadores da realidade. “É necessário superar as condições de desigualdades já geradas e experimentadas por todos neste país”, ressaltou.

A pedagogia de uma gestão democrática deve ser desenvolvida com partilha de poder, com coogestão e orçamento participativo. “A transformação ocorre com diálogo. É ensinar e aprender ao mesmo tempo, assim se forja a democratização da educação no país.”

Pontual defende também a implementação de referendos e plebiscitos, como instrumentos importantes de diálogo com a população como um todo, para que manifestem seu desejo, sua opinião sobre determinados temas. “O desafio maior é a construção do sentido público, do que é de uso comum da comunidade. Definindo isso com critérios claros, objetivos e atuais. Daí os cidadãos precisam ser incluídos nestes espaços coletivos para que eles possam exercer o controle social sobre as políticas”, finalizou.

“Hay que romper el imaginario ya establecido” – Numa análise crítica à pedagogia da gestão democrática, a socióloga uruguaia, Lilian Celiberti, a segunda painelista da sala, defendeu uma mudança radical no modo de ver as questões sociais. “Por menor que seja uma cidade, é necessário que homens e mulheres desfrutem do mesmo espaço e poder.”

Lílian lamenta que ainda exista uma restrição muito grande na distribuição dos espaços públicos, “que geralmente são dos homens”. Para Lilian, a pedagogia da gestão democrática supõe uma maior democratização do poder nas cidades. “É preciso saber como construir cidades habitáveis por homens e mulheres. Acabando com a violência com as mulheres, com o padrão consumista e melhorando as representações sociais dos atores, pois ainda ocorre de forma muito fragmentada,” ressaltou. Basta ver que “nossas casas estão cada vez mais rodeadas de muros, nossas janelas cada vez mais cheias de grades.”

A socióloga concluiu sua crítica, apostando no desafio de criação de novas políticas e espaços construídos pelos próprios jovens como forma de construir um novo mundo.

Por: www.fsm10.org

 
   
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