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Movimentos sociais defendem educação autogestionária
28/01/2010

Um modelo de educação onde a criança e o jovem sejam sujeitos da sua própria formação, onde o conhecimento compartilhado democraticamente extrapole a interferência da educação formal ensinado dentro da sala de aula. Esta é a interpretação dos painelistas que participaram da conferência: “Educação Popular no Contexto Urbano: Luta pela Moradia”, durante o Fórum Social Mundial de Sapiranga.

A temática chamou a atenção dos movimentos sociais e dos educadores que se fizeram presentes no pavilhão central do Parque do Imigrante na tarde desta quarta-feira (27). Tanto que houve um grande debate entre o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e de moradores do Loteamento Colina São Luiz, beneficiados em programas habitacionais do município e do Projeto Técnico Social da Secretaria de Habitação.

Para Cristiano Schumacher, da direção nacional do MNLM, “a escola e os professores não se preocupam em conhecer a realidade das periferias e a situação familiar dos alunos. Por isso que o jovem encontra no mundo da criminalidade, uma fuga para os problemas sociais e da violência familiar”, critica. Jovens vulneráveis também tem encontrado na proliferação de igrejas nas comunidades carentes, uma forma de “alienação espiritual”. “Com todo o respeito as diferentes matizes religiosas, mas aí está outra forma de alienar o jovem sem dar oportunidade de engrandecimento na sua construção enquanto sujeito.

O mesmo ocorre com a televisão, que vende a ilusão do capital fácil”, disse Schumacher.A vice-diretora da Faculdade de Educação da UFRGS, Denise Maria Comerlato, vê na educação popular a maneira de contrapor a escolarização arcaica defendida pelo Estado. “As experiências dos movimentos populares no campo da educação (Paulo Freire é a referência), nos permite promover um ideal de formação onde o sujeito é o responsável por seu próprio aprendizado. A mesma perspectiva de construir a realidade é vista nas experiências da Educação de Base e no viés emancipatório dos grupos populares”, defende Denise. O ativista do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, abordou a experiência das escolas itinerantes do movimento e o modelo de organização. “A diferença é que enquanto a escola tradicional ensina o indivíduo a ser extremamente individualista, o nosso modelo opta por formar cidadãos que pensam no coletivo e na transformação da sociedade a partir da participação popular”, afirma o líder do MST.

O professor Paul Singer, secretário nacional da Economia Popular Solidária, disse que a escola tem um papel muito relativo na educação, por ser um processo permanente de aprendizado. Ele acredita na educação autogestionária. “Todo mundo participa e tem direito ao voto e a ter voz ativa. Na escola democrática não há professores. Precisamos de uma escola que não martirize o aluno, onde eles escolhem o que querem aprender e de que maneira compartilhar o conhecimento”, encerrou.

Salas temáticas

No Espaço Diversidade, dois temas foram tratados na tarde desta quarta: “Uma Experiência de Resistência Popular numa Escola da Rede Pública do Rio Grande do Sul”, com as palestrantes Cândida Rossetto e Sandra Gauer, e “Educação para a Cidadania – Projeto OAB vai à Escola”, com os painelistas Carmelina Mazzardo, da Comissão da Mulher Advogada da OAB/RS e Jacson Zanini, da Subseção OAB/Sapiranga.

Por: www.fsm10.org

 
   
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