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7º Congresso dos Metalúrgicos: Divulgado o mapeamento do ramo metalúrgico
15/06/2007

O ramo metalúrgico brasileiro comemora bons resultados. O total de trabalhadores empregados cresceu de 1,381 milhão (2003) para 1,805 milhão (abril/2007), ou seja, 423,8 mil novos postos de trabalho - um aumento de 30,7%. Estes são alguns dos principais dados da pesquisa 'Mapeamento do Ramo Metalúrgico' que foi divulgada na quarta-feira, dia 13, durante o 7º Congresso da CNM-CUT.

O estudo foi elaborado pela socióloga, Adriana Marcolino, da Subsecção do Dieese da CNM/CUT. Outro dado positivo diz respeito aos salários, os metalúrgicos conquistaram, nos últimos quatro anos, aumentos reais que oscilaram entre 2% e 2,5% -- acumulando ganhos reais de 6,79%.

Segundo Valter Sanches, Secretário Geral da CNM-CUT, os números são positivos e refletem a melhora dos indicadores econômicos e sociais nos últimos anos. 'De 1987 a 2002, perdemos quase 1,5 milhão de postos de trabalho no setor metalúrgico. Hoje, a realidade é bem melhor e temos boas perspectivas de que os empregos aumentem mais neste ano em razão do crescimento do PIB e da produção industrial', ressalta.

O levantamento também mostrou que a remuneração média dos trabalhadores metalúrgicos no país é de R$ 1.670,19 -- valor superior em comparação ao metalúrgico de produção, cujo salário médio oscilou em R$ 1.381,23. 'Debateremos no nosso Congresso a implantação do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, que estabeleça um piso nacional de salário que ajudará a corrigir as distorções salariais regionais. Por exemplo, em Campina Grande (Paraíba) o piso médio é de R$ 396,00, já nas montadoras em São Paulo o valor é de R$ 1.030,00. A unificação da data-base de todos os setores para setembro é outra reivindicação, que será importante para fortalecer a nossa negociação e o poder de pressão junto aos patrões', concluiu.

Do universo de 1,805 milhão metalúrgicos pesquisados, a CUT representa a maioria dos trabalhadores: 50,1%; a Força Sindical aparece com 41,2%.

Jornada de Trabalho e setores

O estudo da Subseção do Dieese da CNM-CUT mostrou que a jornada de trabalho média dos metalúrgicos é de 43,5 horas semanais, caso fosse reduzida para 40 horas semanais, poderiam ser gerados no Brasil cerca de 135,6 mil novos empregos. Os principais setores do ramo metalúrgico são: automotivo (22,12%); eletroeletrônico (20,8%), siderúrgico/metalurgia básica (19,57%) e bens de capital (19,07%) - que representam quase 82% do ramo metalúrgico no país. As maiores remunerações estão no setor aeroespacial (R$ 3.695,09), devido à mão de obra especializada, em seguida vem o setor automotivo (R$ 2.249,70). Os menores salários estão no setor de fundição e forjados, cujo salário médio é de R$ 1.220,16.

Jovem e gênero

Um dado interessante é o aumento de trabalhadores jovens: a cada 5 metalúrgicos 1 é jovem e a faixa etária é de até 24 anos. Os bons salários e a variedade de benefícios sociais e trabalhistas, conquistados graças à muita luta e pressão dos sindicatos metalúrgicos cutistas, são os fatores que têm atraído os jovens para este mercado, conta a pesquisadora do Dieese, Adriana Marcolino.

A pesquisa mostra que a categoria metalúrgica é majoritariamente masculina: 84,3% são homens e 15,9% são mulheres. A discriminação salarial é preocupante: as metalúrgicas recebem cerca 72,8% do salário dos homens, exercendo a mesma função.

Rotatividade e escolaridade

Apesar do bom desempenho da geração de empregos, o aumento da rotatividade e a baixa escolaridade são fatores que necessitam atenção por parte do movimento sindical. O estudo revelou que em 2006 a taxa de rotatividade foi de 28,5%, atingindo, principalmente, os trabalhadores que ganhavam acima de 5 salários mínimos e com mais de 40 anos de idade. Sobre o nível de escolaridade, cerca de 46,7% ainda ão possuem segundo grau incompleto.



Fonte: Viviane Barbosa e Tânia Trento especial para o 7º Congresso da CNM-CUT

Por: CNM/CUT - Assessoria de Imprensa

 
   
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