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“África Aberta, diversidade cultural” foi tema de debate nesta tarde em Sapiranga
29/01/2010

Os colonizadores apagaram os vestígios de “vida inteligente” da civilização africana. Assim teve início o painel “África Aberta: Diversidade Cultural”, na tarde de hoje, 28, no Parque do Imigrante, no Espaço Diversidade do Fórum Social Mundial em Sapiranga. Os professores universitários Samba Sané (Guiné Bissau/Brasil) e o argentino Marcos Carrizo deram uma aula de história sobre a contribuição cultural do negro na América Latina. Eles revisitaram o período que antecedeu a colonização europeia no continente africano e falaram do legado deixado pelos afrodescendentes na gastronomia, música, religião e costumes dos povos latinoamericanos.

O historiador Marcos Carrizo discorreu sobre descobertas em engenhos de cana-de-açúcar no nordeste brasileiro, onde foram encontrados relatórios de contabilidade escritos na língua árabe. “Possivelmente feitos por afrodescendentes que conheciam a língua e mantiveram por longos anos relações de comércio com os árabes”, disse.

Carrizo revela que a maioria dos espaços urbanos na Argentina desconhecem o legado do negro em seu país ou ,até mesmo, negam a existência dos “criolos” como são conhecidos os afrodescendentes. “Os estudiosos se surprenderam com essas línguas (criolas) porque achavam que havia somente o criolo derivado da língua espanhola ou portuguesa. Hoje 90% destas comunidades rurais na Argentina, Brasil, Venezuela e Colômbia mantém uma linguagem própria”, diz Carrizo, lembrando que a língua ajuda a manter a identidade cultural destas comunidade. “O quilombo ainda é uma maneira destas comunidades manterem sua cultura livre da aculturação”.

O professor universitário da URI/Frederico Westphalen, Samba Sané, revelou curiosidades históricas e culturais das tribos africanas e dos afrodescendentes, aparentemente desconhecidos da “historiografia oficial” (escrita, obviamente pelos colonizadores europeus). “Os europeus dizem que a África passou a existir somente depois da chegada deles. Essa é a visão ocidental, europeia, capitalista”, diz ele, e complementa: “Toda a revolução tecnológica em todas as áreas do conhecimento teve como berço a África, berço da civilização, do desenvolvimento da cultura da humanidade”, sustenta Sané. No Brasil, Sané cita como contribuição do negro, a difusão da língua portuguesa. “Quem difundiu a língua portuguesa foram os africanos. Sobretudo a mãe negra que deu o leite materno aos filhos dos brancos e ensinou a eles as primeiras palavras do nosso idioma. O negro também contribui para a inclusão de palavras no vocabulário português”, defende Sané.

Sala Temática

No Espaço Planeta, “Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia e o seu Papel no Desenvolvimento Nacional” foi abordado pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco.

Por: Núcleo de Comunicação do FSM/Sapiranga

 
   
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