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7º Congresso dos Metalúrgicos: metalúrgicos lutam contra discriminação do setor
14/06/2007

Para alcançar condições de trabalho mais justas, os metalúrgicos não precisarão apenas recompor o nível salarial conquistado durante as greves do final da década de 70. A categoria terá de superar a discriminação no mercado de trabalho. Um estudo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que as mulheres não conseguem trabalhar em pé de igualdade com os homens numa atividade predominantemente masculina.

Segundo a pesquisa, que traçou um perfil atual da categoria, do total de 1,805 milhão de metalúrgicos que trabalham no Brasil, somente 15,7% são mulheres. Além de serem minoria, elas ganham menos. De acordo com o estudo, as trabalhadoras desse setor ganham apenas 72,8% do salário dos homens. Enquanto a renda média dos metalúrgicos é de R$ 1.744, a remuneração das mulheres é de R$ 1.270.

Presidente da CNM, Carlos Alberto Grana afirma que o tema será destaque no 7º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que começou ontem (12) e vai até sexta (15), na cidade de Guarulhos-SP. 'Pela primeira vez, ocorrerá uma conferência de mulheres metalúrgicas de todas as regiões do país', ressalta. Segundo ele, além das diferenças salariais, serão discutidas questões como o assédio moral e sexual nas indústrias.

Outra questão que merece atenção, destaca Carlos Alberto, é a qualificação dos metalúrgicos. Segundo ele, a elevação da escolaridade representa atualmente o principal meio da categoria para impedir o fechamento de postos de trabalho provocado pelo avanço da tecnologia. 'É preciso combinar a formação profissional com a elevação da escolaridade porque não só o mercado de trabalho como o setor metalúrgico está mais exigente em relação às novas tecnologias', aponta o presidente da CNM/CUT.

O estudo revelou que o grau de instrução continua sendo um dos principais gargalos na preservação do emprego no setor. Apesar de o nível de escolaridade ter melhorado na última década, o levantamento constatou que 46,7% dos metalúrgicos não têm o ensino médio completo. De acordo com o estudo, o percentual é parecido em todos os estados pesquisados.

'O problema não é uma especificidade de locais menos desenvolvidos do ponto de vista econômico ou industrial, é um problema generalizado', explica o documento. Esses dados colocam novamente na pauta a necessidade de o movimento sindical discutir políticas públicas de educação e de inserir na negociação coletiva propostas de educação formal e profissional para os trabalhadores, completa o texto.

Por: Agência Brasil - Radiobrás

 
   
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