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Divulgada a pesquisa `Do salário às compras´
14/06/2007

O argumento dos patrões de que investir em outros estados sai mais barato o custo de produção caiu por terra. A pesquisa do ' Do Salário às Compras', elaborada pela Subseção do Dieese na CNM/CUT e lançada na quarta-feira, dia 13, revela que para produzir um carro o custo é o mesmo em todo o país, e que, portanto, não se justifica as enormes diferenças salariais.

Segundo o estudo, que analisou 54 municípios com produção automobilística, siderúrgica e autopeças no período de julho a outubro de 2006, a remuneração média na região do ABC paulista é de R$ 3.563,22 (jornada de 174 horas), já a mais baixa é na cidade mineira de Sete Lagoas (jornada de 191 horas) R$ 756,90, ou seja, o metalúrgico mineiro ganha 4,7 vezes menos do que o trabalhador do Grande ABC. Em 2002, essa diferença salarial era de 4,38 vezes.

O levantamento analisou o poder de compra em horas de trabalho dos metalúrgicos destes municípios, comparando os seus gastos com uma cesta de 156 produtos/serviços, que inclui desde alimentação às despesas pessoais. O técnico e coordenador da subseção do Dieese do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Osvaldo Rodrigues Cavignato, explica que o metalúrgico da região do ABC precisa trabalhar 125 horas para consumir uma cesta de 156 produtos, já o de Sete Lagoas (MG) precisa de 551 horas semanais para ter o mesmo poder aquisitivo.

A pesquisa destaca que teve uma ligeira melhora em comparação ao primeiro estudo, realizado em 2003. Em Camaçari (BA) e Resende (RJ), por exemplo, a diferença do poder de compra diminuiu. Em São Paulo está quase tudo nivelado, em termos de salário e jornada. Na comparação do período de 2003 a 2006 a remuneração média dos salários da região do ABC paulista cresceu 78,2%, em contrapartida, a mais baixa, em Sete Lagoas, foi de 65,9%.

Contrato Coletivo Nacional de Trabalho

Na avaliação do Secretário Geral da CNM/CUT, Valter Sanches, os dados apenas reforçam a importância do ramo metalúrgico ter um Contrato Coletivo Nacional de Trabalho (CCNT), que corrija estas distorções salariais. 'As empresas vão para estas regiões atrás dos benefícios fiscais e, principalmente, por causa da ausência dos sindicatos e da presença de jovens que por necessidade aceitam ganhar salários muito baixos', comenta.

O CCNT é uma bandeira história da CUT e do ramo metalúrgico e a idéia é discutir no 7º Congresso uma Campanha Nacional pela sua implantação que, além de definir um piso salarial nacional, também adote a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, a unificação das datas-bases dos setores para setembro e garanta mais e melhores direitos sociais para toda a categoria metalúrgica.



Fonte: Viviane Barbosa e Tânia Trento, especial para o 7º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT.

Por: CNM/CUT - Assessoria de Imprensa

 
   
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