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Conferência de Mulheres Metalúrgicas: trabalhadoras querem mais voz ativa
12/06/2007

Nenhuma vaga destinada às mulheres - no sistema de cotas - em congressos e seminários da categoria metalúrgica poderá ser substituída por um homem. Sonho? Não. Esta foi a principal resolução da 1ª Conferência Nacional das Trabalhadoras Metalúrgicas da CUT e que será levada ao 7º Congresso Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da CUT. O Congresso está acontecendo em Guarulhos, São Paulo, até sexta-feira (15).

Cem mulheres de 96 sindicatos de metalúrgicos de todo o Brasil, que se reuniram nos dias 11 e 12/06, querem tornar essa resolução uma decisão do 7º congresso para a toda a categoria. As mulheres refletiram sobre as questões de gênero na sociedade e, principalmente, nas relações de trabalho e querem mais espaço político-sindical.

Voz e voto - Segundo a secretária de mulheres da CNM, Emília Valente, esse foi o primeiro encontro em que as mulheres metalúrgicas puderam discutir seus problemas, falar e votar. 'Antes elas entravam mudas e saiam caladas. Durante dois dias, nos mulheres pudemos falar e discutir, expondo as dificuldades de participação em suas categorias', contou Emília, explicando que a maioria das participantes ocupa o primeiro mandato em suas bases sindicais. Ela destacou que as mulheres metalúrgicas voltam para casa e para os seus sindicatos mais dispostas, sabendo que não estão sozinhas, e com energia para conquistar novas companheiras.

Emília disse que as mulheres metalúrgicas querem ratificar a garantia de participação das mulheres em todos os eventos em que tenha o sistema de costas, com uma diferença: os sindicatos e as confederações que não conseguirem atingir a suas cotas de participação, não poderão complementar com os homens. 'Os homens estão ocupando as vagas que seriam destinadas às mulheres. Nosso objetivo é que os sindicatos envolvam as mulheres, sindicalize as trabalhadoras e promova cursos de formação sindical. Os homens não vão perder vagas, mas vão deixar de ganhar'.

Para a secretária, a resolução poderá melhorar e aumentar a participação do setor feminino. Quando os homens não puderam substituir as vagas das mulheres, vão se preocupar mais com o problema. 'Nós acreditamos que as mulheres não participam mais nas direções dos sindicatos e nos debates políticos porque não têm oportunidade. O Sindicato dos Metalúrgicos é visto como um sindicato só de homens, mas não é', criticou Emília.

Salário Igual para trabalho igual também foi um ponto. O Contrato Coletivo Nacional de Trabalho - principal pauta de discussão no 7º Congresso - tem que ter garantido as questões de gênero, como a creche. Emília relatou ser esta uma grande bandeira história da luta da mulher trabalhadora, pois na maioria dos Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho, os sindicatos garantem o benefício, mas limitado, seja no valor reembolsado ou na idade dos filhos. É preciso garantir e ampliar o benefício para todos os filhos.



Colaborou Tânia Trento

Por: CNM/CUT - Assessoria de Imprensa

 
   
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