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Yeda e deputados governistas praticamente acabam com o piso regional gaúcho
25/06/2010

A proposta das centrais foi rejeitada por 23 parlamentares. Os traíras se elegeram com os votos da classe trabalhadora e agora votaram com o Governo Yeda, que concedeu apenas 6,9% para os pisos, prejudicando cerca 1,2 milhão de trabalhadores gaúchos que não são protegidos por acordos ou convenções coletivas.


O governo Yeda, que já não paga o piso nacional da Educação e destrói o serviço público, agora resolveu praticamente acabar com o piso regional do Rio Grande do Sul.

Na tarde da quarta-feira, 23 de junho, o plenário da Assembléia Legislativa aprovou por 23 votos favoráveis e 17 contrários o PL 129/2010, que reajusta em 6,9% as quatro faixas do piso regional do RS (veja os valores abaixo). Uma das emendas, com proposta de 7,7% de reajuste, foi rejeitada e outras duas emendas foram prejudicadas, entre elas a que propunha reajuste de 9,68%, proposta das centrais. O reajuste aprovado mantém o piso gaúcho na última posição entre os valores pagos na Região Sul.

O presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, lamentou a aprovação de um reajuste tão baixo. “A maioria governista traiu os trabalhadores gaúchos. A CUT sempre defendeu a valorização do piso regional por acreditar que, por meio dela, o RS se fortalece e aumenta seu desenvolvimento através de uma melhor distribuição de renda”.

Em 2001, quando foi criado, o piso do RS era o mais elevado no país, posição que perdeu ao longo dos anos governados por Germano Rigotto e Yeda Crusius. Com a valorização imposta pelo Governo Lula ao salário mínimo, vai faltar pouco para que o piso regional fique menor que este mínimo, perdendo a razão de ser.

A CUT tentou garantir para o piso regional o mesmo índice antecipado por Lula para o salário mínimo, mas a mesma maioria que aprova verdadeiras distorções para categorias que estão no topo da pirâmide, votou em peso contra os trabalhadores. Nem o argumento de que um piso maior seria fator determinante para aumentar o consumo e aquecer a economia gaúcha, assim como o salário mínimo fez com o Brasil, foi capaz de convencer a maioria governista da importância de aprovar um índice maior. Acabaram aprovando valores que deixam o piso regional menor do que uma diária paga para os deputados viajarem para fora do Estado.

Caso a proposta original (14% de reajuste) fosse aprovada, iria injetar cerca de R$ 1 bilhão na economia gaúcha. Este montante deixa de ir para as mãos dos trabalhadores e, tudo indica, vai para a especulação ou para o enriquecimento privado.

Os valores das quatro faixas do novo piso regional:
FAIXAS COMO ERA COMO FICOU
FAIXA 1 R$ 511,29 R$ 546,57
FAIXA 2 R$ 523,07 R$ 559,16
FAIXA 3 R$ 534,85 R$ 571,75
FAIXA 4 R$ 556,06 R$ 594,43

Veja abaixo quem são os 23 deputados estaduais que traíram os trabalhadores gaúchos e votaram contra o reajuste de 9,68% para o piso regional. Temos que dar a resposta para eles na eleição de outubro, já que a maioria deles vão novamente querer nosso voto, prometendo estar do nosso lado:

Alberto Oliveira – PMDB
Alceu Moreira – PMDB
Alexandre Postal – PMDB
Edson Brum – PMDB
Gilberto Capoani – PMDB
Luiz Fernando Záchia – PMDB
Márcio Biolchi – PMDB
Nedy Marques – PMDB
Adolfo Brito – PP
Francisco Appio – PP
João Fischer (Fixinha) – PP
Mano Changes – PP
Silvana Covatti – PP
Pedro Pereira – PSDB
Zila Breitenbach – PSDB
Aloísio Classmann – PTB
Cassiá Carpes – PTB
Berfran Rosado – PPS
Luciano Azevedo – PPS
Paulo Odone – PPS
Carlos Gomes – PRB
Francisco Pinho – DEM
Paulo Borges – DEM

Por: Assessoria de Comunicação Social - STIMMMEC e Assessoria Técnica ALERGS

 
   
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