Bom dia! Hoje é quarta-feira, 05/08/2020.
 
CUT Nacional
CUT RS
CNM/CUT
FTMRS
Gross & Klein


Apagão na produção: Mobilização vai se estender para todo o Estado
25/06/2007

Infelizmente, os patrões metalúrgicos só negociam quando se sentem pressionados. No caso, só a disposição de dialogar e negociar não funciona. É o que vem acontecendo em praticamente todas as bases metalúrgicas do Estado e é o que vem colocando lenha na fogueira das mobilizações por melhores salários.

O fogo começou em Canoas, onde a categoria local rejeitou a proposta de 5,5%, declarou-se “em estado de greve”, paralisou a produção nas dez maiores empresas da cidade, realizou passeata e assembléia durante a manhã do dia 21 de junho, e iniciou um processo de acirramento das mobilizações prevendo, entre outras atividades, o boicote sistemático das horas-extras e atrasos na pegada ou paralisações diárias em pelo menos duas fábricas por dia. Nem a ameaça patronal de ajuizar o dissídio deverá frear as mobilizações naquela base. A direção do Sindimetal Canoas estima que, daquele dia até a terça-feira passada, cerca de 70% da categoria paralisou - algumas horas ou um dia inteiro - a produção das principais fábricas da região.

A Federação dos Metalúrgicos já encampou a luta dos metalúrgicos de Canoas e pretende estender estas mobilizações para outras bases metalúrgicas, inclusive a nossa. Os movimentos sociais organizados - entre os quais o MTD - Movimento dos Trabalhadores Desempregados e o MST - Movimento dos Sem-Terra, além de sindicatos de outras categorias profissionais, já anunciaram o apoio para garantir o sucesso das mobilizações. Aliás, os dirigentes sindicais Mauri Schorn, cassimiro e fernando estiveram presentes na mobilização de Canoas, ajudando a dar sustentação às mobilizações dos metalúrgicos daquela base.

Empobrecimento

A data-base da maioria dos metalúrgicos é 1° de maio e, desde abril, os sindicatos vêm lutando nas mesas de negociação para conquistar reajustes que, pelo menos em parte, recomponham o poder aquisitivo perdido nos últimos anos. Segundo estudo feito pelo Dieese, os rendimentos atuais dos trabalhadores correspondem a 76,5% do que valiam em 1995. No caso, apesar da recuperação das perdas e de pequenos aumentos “reais” conquistados anualmente, houve um enorme arrocho salarial nos últimos anos, causado sobretudo pela alta rotatividade (os patrões demitem e, logo depois, contratam outros profissionais oferecendo salários rebaixados). Ou seja, a massa salarial vem caindo e os metalúrgicos estão empobrecendo cada vez mais, vítimas desse lento e gradual arrocho salarial imposto pelo sindicato patronal. Por isso, só a reposição da inflação e um pequeno aumento real não são suficientes para recompor o poder aquisitivo dos salários dos metalúrgicos gaúchos.

Lenha na fogueira

Nos próximos dias, duas das maiores bases metalúrgicas do Estado (Caxias do Sul e São Leopoldo), que têm datas-bases em junho e julho, estão entrando na briga pra valer e estarão botando mais lenha na fogueira das mobilizações das campanhas salariais no Estado. À luta, companheiros!

Negociação

Os patrões pretendem retomar as negociações do nosso dissídio a partir da próxima quinta-feira, 28 de junho. Na ocasião, vamos colocar para eles todas estas questões acumuladas e dizer para eles que estamos nos preparando para iniciar algumas mobilizações mais fortes, sobretudo nas empresas as quais a crise do setor coureiro-calçadista não gerou muitos prejuízos. Por enquanto, é bom os trabalhadores ficarem atentos e participarem no momento certo e apropriado das mobilizações que estão sendo planejadas para a região.

Por: Geraldo Muzykant, assessor de Imprensa

 
   
Rua Alberto Schmidtt nº 208 - Centro - Sapiranga/RS - Fone: 3599-1225 - e-mail: stmetal@gmail.com
Copyright © Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga :::
Expediente