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Agosto ainda tem recuo nos preços da cesta básica
13/09/2010

A tendência de queda no preço dos produtos alimentícios essenciais manteve-se, em agosto, segundo apurou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada pelo DIEESE em 17 capitais. Apenas em Porto Alegre - onde o valor do conjunto de gêneros essenciais subiu 1,36% - houve alta. Entre as demais localidades, o recuo foi menor que no mês anterior nas capitais do Centro-Sul do país, enquanto no Norte-Nordeste a queda foi mais significativa.

As menores retrações, em agosto, ocorreram para Florianópolis (-0,08%), Goiânia (-0,49%), Rio de Janeiro (-0,57%) e Curitiba (-0,71%). As variações negativas mais expressivas foram apuradas em Natal (-6,39%) e Recife (-6,28%). Quatro localidades acumulam, entre janeiro e agosto deste ano, variação negativa para o custo da cesta básica: Brasília (-3,71%), Rio de Janeiro (-0,69%), Vitória (-0,52%) e Belo Horizonte (-0,07). Goiânia (12,08%), Recife (9,87%) e João Pessoa (7,43%) registraram os maiores aumentos. Em 12 meses - no período entre setembro de 2009 e agosto de 2010 -, três capitais, Vitória (-2,30%), Brasília (-1,51%) e Rio de Janeiro (-0,87%) registraram variação acumulada negativa. A maior elevação, no período, foi apurada em Goiânia (8,79%), vindo a seguir São Paulo (4,41%), Aracaju (4,11%) e Manaus (3,84%).

Com a única elevação no custo da cesta, em agosto, Porto Alegre registrou o maior custo para os gêneros básicos - R$ 240,91-, superando o valor apurado para São Paulo (R$ 235,65). O terceiro maior custo foi verificado em Manaus (R$ 226,26). As cestas mais baratas foram encontradas em Aracaju (R$ 174,96) e Fortaleza (R$ 179,50).

Com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deva suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o salário mínimo necessário. Em agosto, mínimo foi estimado em R$ 2.023,89, ou seja, 3,97 vezes o mínimo em vigor, de R$ 510,00. Como o valor é calculado a partir do custo apurado na capital onde a cesta é mais cara, e em agosto esta localidade foi a única com elevação, o total estimado para o mês é ligeiramente superior ao registrado em julho, quando ficou em R$ 2.011,03 (3,94 vezes o menor salário pago no país). Em agosto de 2009, o valor do mínimo foi calculado em R$ 2.005,07, o que representa 4,31 vezes o mínimo então em vigor, de R$ 465,00.

Por: Dieese

 
   
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