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Desemprego mantém trajetória de declínio
26/10/2010

A taxa de desemprego, nas sete regiões que compõem o Sistema PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), recuou, em setembro dos 11,9%, apurados em agosto, para 11,4%. As informações são regularmente levantadas pelo convênio mantido entre a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o DIEESE, com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e parceria com instituições e governos locais nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo e no Distrito Federal. Em relação a setembro de 2009, a taxa de desemprego apresentou queda de 19,1%, já que naquele mês correspondia a 14,1%.

O total de desempregados teve redução de 4,2% (ou 109 mil pessoas a menos), em setembro, correspondendo, assim, a 2.516 mil pessoas. Em relação a igual mês, em 2009, 560 mil pessoas a menos estavam desempregadas, o que representa uma queda de 18,2% no total.

A população economicamente ativa totalizou, no último mês, 22.106 mil pessoas, com 44 mil pessoas incorporadas ao mercado de trabalho. Em relação a igual período em 2009, a PEA registrou expansão de 1,5%, o que representa um aumento de 324 mil pessoas.

O crescimento de 0,8% no nível de ocupação - o que representa a abertura de 153 mil vagas - foi mais que suficiente para absorver as 44 mil pessoas que chegaram ao mercado de trabalho, em setembro. Assim, o total de ocupados somou 19.591 mil pessoas, o que representa uma evolução de 4,7% (ou 885 mil novos ocupados) em relação a setembro de 2009.

Indústria, com o fechamento de 27 mil postos e Construção Civil, com a eliminação de 34 mil foram os setores que não apresentaram crescimento no mês. Em 12 meses, porém, a Indústria teve expansão de 7,6% (a maior entre os setores analisados) e a Construção, de 3,8%. A abertura de vagas, em setembro, foi assegurada pelo setor Serviços, com 163 mil novos postos, enquanto em relação a setembro de 2009, o crescimento foi de 4,5%.

Dos 153 mil postos de trabalho criados no último mês, 131 mil foram de assalariados, com um incremento de 1,0%. Houve redução para os assalariados sem carteira (-0,7%) e para o emprego doméstico (-1,0%). Em 12 meses, a maior expansão ocorreu para o trabalho formal no setor privado, que foi responsável pela contratação de 718 mil pessoas, o que representa um crescimento de 8,6%. No conjunto das regiões pesquisadas, o total de assalariados com carteira é estimado em 9.114 mil. Houve redução de 3,1% no emprego doméstico, que contava, em setembro, com 45 mil trabalhadores a menos que em igual mês, em 2009.

Em agosto, o nível de rendimentos de ocupados e assalariados cresceu no conjunto de regiões pesquisadas. Para o rendimento médio dos ocupados, a elevação foi de 1,8%, e seu valor chegou a R$ 1.314, enquanto o salário médio subiu 2,0%, equivalendo a R$ 1.367. Entre agosto de 2009 e deste ano, a elevação do rendimento médio real correspondeu a 4,8%, para os ocupados e a 2,0%, para os assalariados.

Dados regionais

Seis, das sete capitais onde a PED é realizada, apresentaram redução do desemprego, em agosto. A única exceção foi Belo Horizonte, onde foi apurada relativa estabilidade na taxa, que passou de 7,5% para 7,6%. Mesmo assim, esta é a região onde o desemprego é menor e onde houve a maior redução (26,9%) em relação à taxa de um ano atrás (10,4%).

Duas outras regiões apresentaram, em setembro, taxas de desemprego de um dígito. Em Porto Alegre, a taxa - a menor da série iniciada em 1992 - foi de 8,5%, o que significa retração de 2,3% em relação ao mês anterior e de 24,8%, em comparação com setembro de 2009. Em Fortaleza, a taxa de 8,7% também foi a menor da série regional iniciada em dezembro de 2008 e representa uma diminuição de 5,4% em relação ao mês anterior, e de 19,4%, frente a de setembro do ano passado.

São Paulo registrou o maior recuo no mês, com a taxa passando de 12,3%, em agosto, para 11,5%, em setembro (variação de 6,5%). Em relação a setembro de 2009, a retração ficou em 18,4%, pois então a taxa correspondia a 14,1%.

Em Recife - região onde foi registrada a menor taxa de desemprego da série iniciada em novembro de 1997 - a taxa ficou em 15,3%, com redução de 3,8%, em relação a agosto e de 22,3%, frente a setembro do ano passado.

A taxa de desemprego de Salvador, em setembro (16,2%), também foi a menor apurada na região desde dezembro de 1996, quando a pesquisa começou. Esta taxa representa uma pequena variação (-0,6%) em comparação com setembro e uma queda de 16,5%, em relação a setembro de 2009.

Também no Distrito Federal, a taxa de setembro - de 13,0% - foi a menor da série iniciada em 1992 - e teve queda de 3,0% frente a agosto e de 15,0%, na relação com setembro de 2009.

O nível de ocupação cresceu 2,3%, em setembro, em Recife, onde foram gerados 35 mil empregos, principalmente no Comércio e Serviços. Em 12 meses, o incremento foi de 11,1%.

No Distrito Federal, a abertura de 13 mil vagas (em especial nos Serviços e na Administração Pública) elevou o nível de ocupação em 1,1%, em comparação com agosto e em 4,1% frente a setembro do ano passado.

Na Grande São Paulo, foram abertos 96 mil postos, basicamente nos Serviços, mostrando uma evolução de 1,0%, no mês e de 4,9%, em um ano.

Em Fortaleza, o nível de ocupação cresceu 0,9%, em setembro, e 4,3%, em 12 meses. Foram abertos 14 mil postos, particularmente nos Serviços e Construção Civil. Também em Porto Alegre, o nível de ocupação cresceu 0,9% no mês, e 4,0%, em um ano. Em setembro foram criadas 17 mil vagas.

Duas regiões registraram queda no nível de ocupação. Em Salvador o recuo foi de 0,9%, em setembro, com o fechamento de 14 mil postos. Em relação ao ano passado houve crescimento de 6,6%. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os números foram negativos para o mês (-0,4%), com o fechamento de 8 mil empregos e sem variação na comparação com setembro de 2009.

Em agosto, o comportamento dos rendimentos médios reais foi positivo em cinco, das sete regiões pesquisadas. Recife registrou a maior alta - de 3,9% - e seu valor médio ficou em R$ 892. Na Grande São Paulo, o incremento foi de 3,3%, e atingiu R$ 1.401. Com elevação de 2,6%, o rendimento médio, em Fortaleza, subiu para R$ 846. No Distrito Federal o aumento foi de 1,6%, chegando a valer R$ 1.957 e na Grande Porto Alegre o rendimento médio de R$ 1.345 resultou de alta de 1,5%.

Houve retração de 2,7%, em Salvador, onde o rendimento médio passou a equivaler a R$ 1.076 e de 1,3%, em Belo Horizonte, com seu valor médio fixando-se em R$ 1.363.

Em 12 meses, a PED apurou aumento no rendimento médio em todas as regiões: 19,5%, em Recife; 7,5%, em Salvador; 6,1%, em Belo Horizonte; 4,2%, em Porto Alegre; 4,1%, em São Paulo; 2,9%, no Distrito Federal e 1,0%, em Fortaleza.

Acesse também: www.dieese.org.br

Por: Dieese

 
   
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