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Metalúrgicos querem Contrato Coletivo Nacional e mais direitos sociais
29/06/2007

Ao som de “Se o preço é nacional, quero salário igual”, cerca de dois mil metalúrgicos de vários Estados e regiões de São Paulo realizaram manifestações na quarta-feira, dia 27, nas sedes da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Sinfavea (Sindicato Nacional dos Veículos Automotores - Montadoras). As atividades marcaram o Lançamento da Campanha Salarial 2007 dos metalúrgicos da CUT, representados pela CNM-CUT e FEM-CUT/SP.

Estão em campanha 1 milhão de trabalhadores dos setores automotivos, eletro-eletrônico, bens de capital, siderúrgico, alumínio, naval e aeroespacial em todo o Brasil, deste total 250 mil estão no Estado de São Paulo, cujas datas-base dividem-se em: agosto (grupo 9 – máquinas e eletrônicos); setembro (montadoras, auto-peças e fundição) e novembro (lâmpadas, estamparias, entre outros – grupo 10).

Um grupo de sindicalistas -- representado pelos presidentes da FEM-CUT/SP, Valmir Marques (Biro Biro), da CNM-CUT, Carlos Alberto Grana, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, pelo Secretário Geral da CUT/SP, Adi dos Santos (ex-presidente da FEM-CUT/SP), Secretário Geral da CNM-CUT Valter Sanches entre outras lideranças metalúrgicas – entregou a primeira pauta na parte da manhã para a ABIFA (Associação Brasileira de Fundição), que foi protocolada pelo Secretário de Relações Sindicais Roberto Oliveira.

Depois os sindicalistas foram à FIESP e entregaram as pautas para os responsáveis pelos grupos 9, Valdemar Andrade, e 10, Roberto Ferraiollo. Os representantes do Sinfavea, Nilton Junior, e do Sindipeças, William Mufarej, receberam as pautas de reivindicações na parte da tarde.


Reivindicações e Negociação

O presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques (Biro Biro), disse que a categoria está unida e não quer apenas a reposição da inflação e aumento real. “É preciso avançar na melhoria das cláusulas sociais que beneficiem as mulheres, os negros/negras, os jovens e os portadores de necessidades especiais. Está na hora dos patrões darem atenção para estas questões”, frisou.

Segundo Carlos Alberto Grana, presidente da CNM-CUT, o custo de vida em todo o território nacional é igual, mas em contrapartida os salários dos metalúrgicos em alguns Estados são desiguais; está desigualdade, além de injusta, também prejudica as empresas. “Por isso é importante fazer um Contrato Coletivo Nacional que garanta um piso salarial igual, nivelado para cima, para todos os trabalhadores. Não é justo, um metalúrgico de Sete Lagoas (MG) ganhar bem menos do que um metalúrgico de São Paulo, sendo que o custo da produção é igual em ambos os Estados”, finaliza.

Grana entregou aos representantes patronais a publicação “Dos Salários às Compras”, elaborada pelo Dieese, que comprova esta realidade. O estudo analisou o poder de compra em horas de trabalho dos metalúrgicos em 54 municípios com produção automobilística, siderúrgica e autopeças no período de julho a outubro de 2006 e comparou os seus gastos com uma cesta de 156 produtos/serviços, que inclui desde alimentação às despesas pessoais.

Os grupos patronais vão analisar as reivindicações da categoria e, em breve, divulgarão um calendário da primeira rodada de negociação.

Por: Valter Bittencourt - Assessoria de Imprensa CNM

 
   
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