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15ª MARCHA DOS SEM: LUTAR POR DIREITOS E AVANÇAR NAS CONQUISTAS
06/12/2010

Na tarde da sexta-feira, 3 de dezembro, cerca de cinco mil trabalhadores do campo e da cidade participaram da 15ª Marcha dos Sem. Depois do ato público realizado em frente à Federasul, os manifestantes caminharam desde a Av. Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares, em Porto Alegre, onde outro ato público encerrou a mobilização popular.

Sob o lema “Lutar para garantir direitos, avançando nas conquistas”, dirigentes sindicais lembraram que a redução de direitos está na contramão do desenvolvimento do Estado. “A agenda que o Rio Grande precisa é a da pauta dos trabalhadores, pois a agenda dos empresários é a da crise, do retrocesso”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Claudir Nespolo.
Na frente da Federasul, foi feito o “enterro” simbólico de um caixão contendo palavras de ações típicas da política neoliberal, como “jornada de trabalho de 44 horas”, “latifúndio”, “práticas anti-sindicais”, "privatizações", entre outras. “Esse ato é aqui porque, nesse prédio, são elaboradas propostas que fazem o Estado retroceder, que violam os direitos da classe trabalhadora. O 13º salário, o fundo de garantia, as férias e uma carga horária justa não são dádivas dos patrões e, sim, conquistas dos trabalhadores”, explicou o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski.
Após, a marcha partiu em direção a prefeitura da capital, onde os representantes dos movimentos sociais da moradia demonstraram sua insatisfação com o governo municipal que não regulariza as áreas já ocupadas.
Em seguida, a tradicional Esquina Democrática foi o palco das manifestações dos sindicalistas. A necessidade da Reforma Agrária e de maiores investimentos na agricultura familiar foi defendida por representantes da Via Campesina.
Por fim, no Largo Zumbi dos Palmares, foi realizado um último ato público. O local foi escolhido para dizer um NÃO! ao racismo, à criminalização, ao preconceito e ao retrocesso. Para o presidente da CUT-RS, há 15 anos a Marcha dos Sem mostra a união dos movimentos sociais e ainda vive um momento de forte ampliação. “É na rua, é com mobilização que vamos garantir nossos direitos e ter um Estado que atue como indutor do desenvolvimento. Desde 1996, essa Marcha denuncia a corrupção, reivindica os direitos dos trabalhadores e propõe políticas públicas que possibilitam o avanço do desenvolvimento”, declarou Celso Woyciechowski, encerrando a 15ª Marcha dos Sem.

Os eixos da 15ª Marcha dos Sem

- Recuperação do piso regional
- Valorização do salário mínimo nacional
- Implantação da lei do piso nacional dos
educadores e trabalhadores da segurança
- Reforma agrária e urbana
- Aposentadoria justa para todos
- Redução da jornada, sem redução de salário
- Fim da criminalização dos movimentos sociais
- Contra todo o tipo de criminalização
- Não à meritocracia dos servidores públicos
- Pelo limite da propriedade da terra
- Não à precarização do trabalho
- Reforma da Previdência
- Defesa do SUS público e gratuito

Por: Assessoria de Comunicação do Sindicato

 
   
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