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RETROSPECTIVA 2010
20/12/2010

Numa ordem cronológica, divulgamos abaixo algumas das principais realizações/ decisões tomadas pelo nosso sindicato em 2010. Essa retrospectiva foi apresentada mais detalhadadamente pelo presidente de nosso sindicato no último dia 7 de dezembro, numa entevista feita pela Rádio Ferrabraz FM. Mauri Schorn também teve a oportunidade de expor um pouco do planejamento para 2011, feito pela diretoria entre os dias 2 e 3 de dezembro:

Projeto adiado
O projeto de ampliar a sede para melhorar o atendimento e proporcionar mais comodidade e espaço para a categoria acabou sendo adiado para o futuro, pois as obras iriam dispender elevados recursos financeiros.

Histórico encontro
Nossa base sediou parte do Fórum Social Mundial entre os dias 26 e 28 de janeiro, para discutir a “Educação Planetária para uma Vida Sustentável”. O sindicato ajudou a divulgar e participou ativamente dos três intensos dias de debates nas conferências e salas temáticas.

Feira tradicional
Em fevereiro, o Sindicato dos Metalúrgicos promoveu a tradicional feira do material escolar com a participação conveniada da empresa Cartuchos & Cia Ltda, que ofereceu produtos de qualidade, preços acessíveis e descontos.

Organização sindical
Em março, o sindicato iniciou uma campanha de sindicalização para elevar o número de associados e realizou uma assembleia geral para definir os representantes no Congresso da Federação dos Metalúrgicos (FTM-CUT) e avaliar e aprovar a prestação de contas de 2009.

Mulher em foco
Também promoveu um coquetel para celebrar o Dia da Mulher. Na ocasião, foi realizado um debate para discutir o papel da mulher na sociedade atual e estudar alternativas para diminuir ou acabar com o preconceito e a desvalorização das companheiras no mundo do trabalho.

Rodízio militante
Entre os dias 8 e 12 de março, nosso sindicato participou do rodízio de militantes em Brasília para pressionar os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo pela aprovação das 40 horas.
Primeira luta salarial
Em abril, uma comitiva de dirigentes da CUT visitou gabinetes de deputados estaduais para propor reajuste salarial de 14% no piso regional e a necessidade de o RS ter uma política permanente de valorização deste piso. Aliados da governadora Yeda fizeram pouco caso das reivindicações.

Inclusão de proposta
Nosso sindicato participou do congresso extraordinário da Federação e da plenária que definiu os eixos das campanhas salariais metalúrgicas do RS. Um dos pontos incluídos - o pagamento do adicional noturno até o final do expediente para quem trabalha à noite - foi sugestão do presidente Mauri Schorn.

Segunda luta salarial
Nosso sindicato realizou assembleia para avaliar e aprovar a pauta de reivindicações específica de nossa base, entre elas um reajuste de 10% nos salários e 14% nos pisos.
Memória às vítimas
O sindicato participou do Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionados ao Trabalho. Na ocasião, dirigentes sindicais e profissionais da área falaram dos problemas existentes, orientaram a classe trabalhadora sobre seus direitos e reivindicaram a humanização das perícias médicas do INSS e o fim do Fator Previdenciário.

Vigília nos patrões
No dia 30 de abril, nosso sindicato participou em Porto Alegre do acampamento e das 40 horas de vigília - alusão à luta pela redução da jornada - feita pelos metalúrgicos em frente à sede da Fiergs. A vigília também marcou o início da Campanha Salarial 2010 da categoria no Estado.

Dia nosso
O 1º de maio deste ano teve como eixos de debate a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o combate aos desvios de recursos da área da saúde pública do RS. Uma atividade político-cultural foi realizada no Parque da Redenção, em Porto Alegre.
Redução da jornada
Nosso sindicato participou do Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações pelas 40 Horas Semanais. Milhões de trabalhadores e trabalhadoras de todas as regiões do Brasil, no dia 18 de maio, atrasaram a entrada de turnos, paralisaram parcial ou integralmente as empresas, fizeram mobilizações de rua e pressionaram o Congresso Nacional. Uma pressão pra cima de parlamentares que embarcavam para Brasilia foi realizada no aeroporto.

Patrãozada devagar
Depois de três semanas, os patrões não haviam dado mostras de que pretendiam negociar um acordo ainda em maio. A patrãozada não queria negociar nosso dissídio e esperava que a gente começasse a se mobilizar.

Pressão no Lula
A Federação e os sindicatos filiados iniciaram em frente à sede regional do Ministério da Fazenda e do Banco Central, em Porto Alegre, uma intensa mobilização para pressionar o presidente Lula a não vetar o fim do Fator Previdenciário e sancionar o reajuste dos aposentados e pensionistas que recebiam acima de um salário mínimo.

Início da reação
As mobilizações da campanha salarial entraram junho a dentro. A classe patronal não valorizou as tentativas de diálogo e negociação e o sindicato iniciou mobilizações mais fortes. Várias assembleias em portas de fábrica, com atraso na pegada, marcaram o acirramento desta campanha. A possibilidade de realizar greves não foi descartada.

Proposta rejeitada
Finalmente, no meio do mês, os patrões apresentaram uma proposta passível de avaliação e votação na categoria. Porém, na assembleia realizada no dia 18, os metalúrgicos rejeitaram a proposta patronal e decretaram Estado de Greve, acirrando ainda mais a nossa campanha salarial.

Companheiras na luta
A CUT realizou a 2ª Conferência Nacional das Trabalhadoras Metalúrgicas, em São Paulo. Do encontro, saíram propostas de resoluções para o 8º Congresso dos Metalúrgicos, que acontece no próximo ano.
Políticas para mulheres
Em julho, nosso sindicato participou do Encontro Regional de Gênero da Região Sul, que teve como tema principal o enfrentamento à violência contra a mulher, além de discutir outras pautas, como oportunidades da mulher no mercado de trabalho, cláusulas dos acordos coletivos relacionadas a gênero, a Lei Maria da Penha e a possível eleição da primeira mulher para presidente do Brasil.

Acordo fechado
Finalmente, a proposta patronal foi melhorada e a assembleia do dia 8 pôs fim à campanha salarial. Entre as principais conquistas estava o reajuste salarial de 8%, que repôs as perdas inflacionárias e garantiu um aumento real de 2,38% para toda a categoria.

Avanços importantes
Conquistamos também a ampliação do adicional noturno para até às 7 horas da manhã e o auxílio creche de R$ 100,00 por um período de 18 meses a contar do retorno da licença-maternidade, para as trabalhadoras com idades acima dos 16 anos nas empresas com mais de 20 empregadas e que não possuam creche.

Representação no governo
O ex-presidente de nosso sindicato, Anilton Pereira, assumiu a Secretaria de Obras, contribuindo ainda mais para colocar Sapiranga no rumo do desenvolvimento econômico e social.

Exterminadores do futuro
Denunciamos o governo Yeda por praticamente acabar com o piso regional do RS e nominamos os 23 deputados estaduais que traíram o povo e aprovaram o projeto do governo de conceder apenas 6,9% para as quatro faixas salariais.

Devolução justa
Em agosto, o sindicato anunciou a devolução do desconto assistencial para os associados, inclusive para os trabalhadores não-sócios, desde que se associassem até 31 de agosto.

Campanha eleitoral
Em setembro, o sindicato resolveu participar da vida política do país. Algumas boas notícias e a própria conjuntura nacional influenciaram na decisão, como a expansão do emprego e a melhoria da qualidade de vida da população mais pobre.
A vez da mulher
Em outubro, o sindicato conclamou a categoria a votar consciente. Entre os dois projetos em disputa, nosso sindicato resolveu apostar na candidatura de Dilma Rousseff para dar continuidade ao bom governo de Lula. Na ocasião, José Serra foi desmentido, pois afirmava ter sido o criador do seguro-desemprego e do FAT, golpe eleitoreiro para buscar os votos de pessoas mal-informadas.

Sempre alerta
Em novembro, o sindicato alertou sobre a lei do 13° salário, já que algumas empresas tentam burlá-la. A 1ª parcela, paga até o dia 30/11, para quem ainda não a recebeu por ocasião das férias. A 2ª e última parcela, paga até o dia 20/12/2010.

Realidade cruel
O sindicato denunciou que, embora os acidentes de trabalho que resultaram em mortes tenham caído 15%, ocorreram no último ano 2.490 mortes. Neste caso, os sindicatos e Cipas têm importância fundamental na busca de menos acidentes, doenças e mortes no trabalho.

Avaliação positiva
E agora, em dezembro, o sindicato realizou o seminário de avaliação do ano e de planejamento da luta em 2011. A avaliação geral é que tivemos um bom ano porque a conjuntura econômica foi relativamente favorável para todos. Tivemos um bom dissídio, conseguimos eleger e reeleger companheiros comprometidos com a luta, mantivemos a categoria mobilizada e bem-informada, tivemos uma presença constante nas portas de fábrica e nossa ação dentro das fábricas foi satisfatória.


Este foi apenas o resumo de alguns dos principais acontecimentos promovidos ou protagonizados pelo nosso sindicato. Muitas outras importantes ações cotidianas foram feitas dentro e fora das fábricas. O que importa é que, embora a maioria dos metalúrgicos(as) de nossa base não tenha visto o que fizemos no dia-a-dia, nós, dirigentes sindicais sempre estivemos do lado da classe trabalhadora, sempre estivemos na trincheira dos que não se apelegam, dos que não se dobram, dos que não se conformam com as injustiças e lutam bravamente até pelo mais anônimo companheiro. O combustível que nos move nesta luta é a confiança e o apoio de todos.

Por: Assessoria de Comunicação do Sindicato

 
   
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