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Marco Maia conquista 73,67% dos votos válidos e é o primeiro torneiro mecânico presidente da Câmara Federal
02/02/2011

Com trajetória relâmpago no Congresso, Marco Maia iniciou sua trajetória política no movimento sindical de Canoas, seguindo os passos de Lula. Ex-secretário-geral da CNM/CUT, ele ocupará nos próximos dois anos o terceiro cargo mais importante do país, podendo inclusive assumir a Presidência da República


Maia foi reeleito para o cargo na terça-feira, 1° de fevereiro. Ele disputou o a presidência com outros três deputados – Sandro Mabel (PR-GO), Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ). Votaram 509 dos 513 deputados. Maia recebeu 375 votos (73,57% dos votos válidos); Mabel, 106; Alencar, 16; e Bolsonaro, 9. Houve três votos em branco e nenhum nulo. Para se eleger presidente sem necessidade de um segundo turno, Maia necessitava de maioria simples (pelo menos metade mais um, ou 255) dos votos entre os deputados presentes à sessão.

"Não tenho dúvidas de que vamos produzir uma boa pauta para que o povo brasileiro possa se orgulhar dos deputados que elegeu", afirmou Maia, da mesa da Câmara, logo depois de eleito.

Perfil

Marco Maia nasceu em 27 de dezembro de 1965, em Canoas-RS, e foi reeleito em outubro de 2010 para o seu terceiro mandato parlamentar (2011-2015).

Iniciou sua carreira política no movimento sindical. Em 1984, elegeu-se dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas. Durante os 15 anos em que atuou no sindicalismo, Marco Maia adquiriu experiência internacional, participando de conferências e encontros em diversos países, onde debateu questões relativas às relações de trabalho e outras questões sociais. Marco Maia foi dirigente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) por dois mandatos.

Em 2001, Marco Maia assumiu a Secretaria de Administração e Recursos Humanos do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Ampliou sua experiência administrativa, ao ser convidado, em 2003, para presidir a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb). À frente da empresa, sua gestão assegurou mais de 95% de aprovação em relação à qualidade dos serviços oferecidos aos usuários. Foi, ainda, diretor da Regional Sul da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP).

Marco Maia é filiado ao Partido dos Trabalhadores no RS desde 1985. Assumiu seu primeiro mandato em 2005, reelegendo-se em 2006. Nas eleições de 2010, conquistou seu terceiro mandato ao obter 122.134 votos, colocando-o entre os dez deputados federais mais votados pelos gaúchos.

Na Câmara dos Deputados, Marco Maia foi Vice-Presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público e membro da Comissão de Viação e Transportes, Relator da CPI do Tráfego Aéreo, Vice-Líder da Bancada do PT, Coordenador da Bancada Gaúcha no Congresso Nacional e Coordenador da Comissão Externa da Estiagem no RS. Em 2009, foi eleito Vice-Presidente da Câmara, período no qual se destacou como um hábil articulador político com trânsito entre os diversos partidos. Nas oportunidades em que assumiu a Presidência da Câmara, conduziu debates e votações de relevância nacional.

Graças à sua atuação parlamentar, em 2010, pelo quarto ano consecutivo, Marco Maia foi reconhecido como um dos 100 “Cabeças” do Congresso Nacional pelo Departamento Intersindical de Apoio Parlamentar (DIAP).


Homem de confiança de Lula

Maia disputou outras duas eleições para a prefeitura de Canoas, em 2000 e 2004. Foi derrotado em ambas. Em 2001, assumiu a Secretaria de Administração e Recursos Humanos do governo do Rio Grande do Sul e, em 2003, presidiu a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb).

Chegou ao Congresso em 2005, como primeiro suplente do deputado Ary Vanazzi (PT-RS), que renunciou para assumir a prefeitura de São Leopoldo (RS). Desde então, teve uma ascendência relâmpago na Câmara. Após se reeleger em 2006, ganhou projeção ao ser indicado relator da CPI do Apagão Aéreo.

Homem de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conquistou espaço dentro do PT por ser ligado à corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB).


Depois de Lula, outro metalúrgico pode assumir presidência do Brasil

Com a eleição do deputado federal Marco Maia à presidência da Câmara dos Deputados, para o mandato da 54ª Legislatura, o Brasil poderá ter mais um metalúrgico na presidência da República em uma eventual vacância do cargo. Isto porque a Constituição prevê que no caso de um afastamento do presidente da República e do vice, o cargo será ocupado pelo presidente do Congresso Nacional.


Exigências para ser presidente e a linha sucessória

Para concorrer à Presidência, é necessário observar as limitações impostas pela Constituição Federal: ser brasileiro nato, ter a idade mínima de 35 anos completos antes do pleito, ter o pleno exercício de seus direitos políticos, ser eleitor e ter domicílio eleitoral no Brasil, ser filiado a uma agremiação ou partido político, e não ter substituído o atual presidente nos seis meses antes da data marcada para a eleição.

A linha sucessória é composta, em ordem, pelo vice-presidente, presidente da Câmara dos Deputados, presidente do Senado Federal e presidente do Supremo Tribunal Federal.

O presidente da Câmara dos Deputados tem precedência, na linha sucessória, sobre o presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, devido à Constituição de 1891 (artigo 32), que, copiando a constituição americana, declarava que o vice-presidente da república presidiria o Senado Federal, assim o segundo substituto do presidente da república era sempre o presidente da Câmara dos Deputados. A Constituição de 1946 também estabelecia que o vice-presidente da república presidiria o Senado Federal (artigo 61). E essa ordem sucessória foi mantida nas posteriores constituições republicanas, a Constituição de 1967 e a Constituição de 1988.




Com informações de Agência Estado - Agência Câmara - Wikipédia - Portais G1 e IG

Por: Geraldo Muzykant - Jornalista e assessor sindical

 
   
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