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Brasil é o 5º país que mais eleva as importações e produção industrial tem maior alta em 25 anos
24/02/2011

O Brasil foi o quinto país que mais aumentou as importações no ano passado, segundo levantamento elaborado com dados da OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre 65 países. O bom desempenho em 2010 vem após retração de 7,4% em 2009, quando a economia brasileira sofria com os efeitos da crise econômica mundial.

Brasil é o 5º país que mais eleva as importações, segundo OMC

O Brasil foi o quinto país que mais aumentou as importações no ano passado, segundo levantamento da Folha com dados da OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre 65 países.

O Brasil ganhou quatro posições entre as economias que mais importaram e duas entre as que mais exportaram. No dois casos, o país passou a ocupar o 20º posto.

As compras do exterior avançaram 43% e passaram de US$ 134 bilhões para US$ 191 bilhões. O aumento só não foi maior do que as na Indonésia, na Argentina, no Paraguai e em Taiwan.

Pelos dados do governo brasileiro, houve avanço da compra em quase todos os principais produtos importados, mas os manufaturados -especialmente carros e combustíveis- foram os que mais ganharam espaço.

O Brasil também foi um dos que mais aumentaram as exportações. O avanço foi de 32% -o 10º mais significativo entre as 65 economias.

Alessandro Teixeira, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, diz que o crescimento das compras e das vendas refletem o desenvolvimento do país. "A economia brasileira está se fortalecendo e é natural que importemos mais. E o Brasil também vem fazendo um esforço não só para exportar mais, mas também diversificar os parceiros."

Base de comparação

Bruno Lavieri, da Tendências, pondera que o real estava mais valorizado em 2010 do que em 2009, o que impulsionou as importações. Ele também relativiza o incremento de 43% por causa da base de comparação fraca: em 2009, o país foi afetado pela crise, que derrubou a demanda por bens do exterior.

Pelo lado das exportações, os produtos básicos (como minério de ferro e soja) representam quase metade do que o Brasil vende para o exterior e tiveram forte queda no preço em 2009, mas voltaram a subir em 2010 -o que ajudou a alavancar as vendas.

Lavieri também ressalta que, em 2010, o momento era favorável para as compras do exterior. Com a demanda interna em alta, as economias em desenvolvimento aproveitaram para investir.

"O ano passado foi um ótimo momento para importar máquina e ampliar capacidade produtiva", diz ele.

Franca recuperação

No ranking feito a partir dos dados da OMC, a maior parte dos países que mais aumentaram tanto as importações quanto as exportações são economias em desenvolvimento. "Os emergentes se recuperaram rápido e isso se reflete no ranking; 2010 foi um ano de franca recuperação para eles", destaca o analista da Tendências.

Segundo Lavieri, este ano será mais favorável para o país. Ele argumenta que o preço das commodities em alta deve fazer com que o valor das exportações cresça mais que o das importações.


Produção industrial tem maior alta em 25 anos, diz IBGE

O bom desempenho em 2010 vem após retração de 7,4% em 2009, quando a economia brasileira sofria com os efeitos da crise econômica mundial. Entre as atividades, a maior elevação foi dos setores de veículos automotores (24,2%) e de máquinas e equipamentos (24,3%), seguidos por metalurgia básica (17,4%), indústrias extrativas (13,4%), outros produtos químicos (10,2%), produtos de metal (23,4%), alimentos (4,4%), borracha e plástico (12,5%) e bebidas (11,2%). Somente os setores de produtos do fumo (com queda de 8%) e de outros equipamentos de transporte (0,1%) apontaram taxas negativas.

No quarto trimestre de 2010, a atividade cresceu 3,3% sobre igual período do ano anterior, mas teve variação negativa de 0,1% sobre o terceiro trimestre de 2010.

Dezembro

A produção em dezembro de 2010 cresceu 2,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Na comparação com novembro de 2009, houve queda de 0,7%. Em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2009, houve crescimento em 19 dos 27 setores, com destaque para veículos automotores (12,1%), indústrias extrativas (10,4%) e máquinas e equipamentos (6,2%).

Nas categorias de uso, todos os segmentos foram positivos, sendo as maiores altas de bens de capital (6,2%) e bens de consumo duráveis (6%). A atividade de bens intermediários cresceu 2,7% e a de bens de consumo semi e não duráveis, 0,4%. Na comparação entre dezembro e novembro, 11 setores tiveram queda e 15 apuraram crescimento da produção. Os destaques de baixa foram material eletrônico e equipamentos de comunicações (13,3%) metalurgia básica (4,2%) e edição e impressão (2,5%). Entre as categorias de uso, três registraram recuo: bens de consumo duráveis (0,6%), bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) e bens de capital (0,5%), enquanto a produção de bens intermediários ficou estável.

Por: Folha de São Paulo / InCorporativa

 
   
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